Em greve, funcionários dos Correios avaliam hoje contraproposta da empresa

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 10h41

Funcionários dos Correios de todo o país fazem assembleias hoje (17) para avaliar se aceitam a contraproposta apresentada ontem (16) à noite pela empresa. A estatal garante, entre outros benefícios, reajuste salarial de 9% em acordo bianual, reajuste linear de R$ 100, aumento no valor do vale-refeição de R$ 20 para R$ 21,50 por dia e no vale-transporte de R$ 110.

Greve no RN

Por conta da greve, cerca de 60 mil correspondências deixarão de ser entregues diariamente no município. Segundo Roberto Baracho, diretor do sindicato local, apesar de estarem insatisfeitos com as condições de trabalho, os profissionais sentem pelo prejuízo que causarão à população. A demanda de correspondências na cidade é de 70 mil por dia, com a greve, cerca de 85,71% das entregas não serão efetuadas. "Nós esperávamos uma contraproposta da empresa, mas não recebemos nada", diz.


Em greve por tempo indeterminado desde ontem (16), os funcionários dos Correios cruzaram os braços em 21 Estados para cobrar reajuste salarial de 41,03% e aumento de R$ 300 no piso da categoria, além de redução da jornada de trabalho e contratação de mais servidores por concurso.

De acordo com a direção da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), a posição da direção nacional seguirá a decisão da maioria dos trabalhadores dos 35 sindicatos regionais filiados. A empresa tem 116 mil trabalhadores em todo o país.

Para evitar transtornos com a greve, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) orienta as empresas a disponibilizarem outros canais para que as contas que chegam por intermédio dos Correios sejam pagas, além de informar os clientes sobre a medida.

Segundo o Procon, os consumidores também têm a responsabilidade de procurar a empresa e descobrir meios de pagar as contas. "Não é porque a conta não chegou que o cliente não tem que pagar, mas as empresas têm que disponibilizar novos meios e avisá-los", afirma Fátima Lemos, assistente de direção do Procon.

Caso o cliente não receba a correspondência e não haja tempo hábil para efetuar o pagamento de outro modo, a empresa não deve cobrar multa e juros, de acordo com Lemos. "O mais certo é pagar uma segunda via sem multa e juros."

*Com informações da Agência Brasil

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