População de São Luís terá de fazer racionamento de água; não há previsão de solução

Juliana Maya
Da Rádio Nacional da Amazônia
Em Brasília

Vários bairros de São Luís terão que fazer racionamento de água. E não há previsão de quando o problema de abastecimento da cidade será solucionado. A questão se agravou com o rompimento de alguns canos da adutora Italuís, na madrugada do último domingo (13), em São Luís. Para que a adutora não sofra outros danos, a quantidade de água que passa pelos canos teve que ser reduzida.

Esse é o quarto rompimento apenas neste ano da adutora, o que explica a escassez de água. A moradora do bairro de Sacavem Maria Madalena Mendes conta que, em sua casa, até chega água todos os dias, mas só das 8h às 17h.

"Já faz uns cinco meses que está vindo água desse jeito. Aí eu encho o tanque, encho o balde, e aí de noite a gente usa do tanque e do balde. Isso atrapalha a lavar louça, atrapalha para gente tomar banho, porque no chuveiro não dá, aí tem que todo mundo tomar banho lá no quintal."

Mas, se Maria Madalena tem encontrado dificuldades, existem moradores de São Luís em situação ainda pior. Hoje, cerca de 30 bairros estão com problemas de abastecimento, sendo que muitos deles têm água dia sim, dia não.

O Diretor de Operação e Manutenção da Companhia de Água e Esgoto do Maranhão (Caema), Cristovan Teixeira Filho, explica que está havendo uma redistribuição da água, na tentativa de evitar que alguns pontos da cidade fiquem totalmente desabastecidos. Ele diz que não há previsão para que o problema seja resolvido, mas que medidas de emergência estão sendo tomadas para amenizar a situação.

"Vamos tentar perfurar poços, que é mais rápido, e recuperar poços aqui. Aqui a gente consegue perfurar poços e ter uma água de boa qualidade, para amenizar essa situação enquanto se desenvolve projetos. Mesmo que a gente tivesse dinheiro para fazer uma obra no Italuís, isso demoraria no mínimo de 10 a 12 meses."

O diretor aconselha que a população evite o desperdício de água, porque a tendência é que os bairros mais baixos fiquem prejudicados. Quem presenciar cenas de desperdício ou vazamentos nas ruas pode denunciar pelo número da Caema - 0800 701 0195. O telefone também pode ser usado para reclamações.

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