Tempestade derruba árvores e deixa 290 mil sem luz em Belo Horizonte

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

Após um dia de intenso calor, com temperatura de 31,2º, um forte temporal, acompanhado de ventos de até 60 km/h, deixou 290 mil moradores sem energia elétrica em Belo Horizonte e na região metropolitana no final da tarde desta segunda-feira (21).
  • Nelson Batista/O Tempo/AE

    Chuva provocou a queda de um muro em Betim...

  • Frederico Haikal/Hoje em Dia/AE

    ... e encheu o rio Arrudas, na avenida Tereza Cristina, em Belo Horizonte


Segundo a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), as áreas mais afetadas da capital foram as regiões da Pampulha, Venda Nova e a zona sul. As cidades de Betim, Lagoa Santa, Santa Luzia, Vespasiano e Sete Lagoas também foram atingidas pela tempestade. A companhia afirmou que, até as 18h, o abastecimento já estava normalizado para 50% dos consumidores.

O Corpo de Bombeiros informou que recebeu várias chamadas de quedas de árvores sobre carros, sobre a fiação elétrica e nas ruas, além de alagamentos em alguns pontos da cidade.

No bairro Alto Vera Cruz, região leste da cidade, uma casa desabou e soterrou uma pessoa, que foi resgatada por populares, informaram os bombeiros.

O ribeirão Arrudas ficou bem próximo de transbordar na avenida Tereza Cristina, local bastante castigado na última temporada de chuvas na cidade. A Prefeitura de Belo Horizonte iniciou obras de rebaixamento e concretagem do leito na tentativa de conter as cheias no local.

Segundo a BHtrans (empresa que gerencia e fiscaliza o trânsito na capital), alguns semáforos estão desligados em pontos da cidade.

No município de Betim, um muro caiu e derrubou um poste. Segundo os bombeiros, técnicos da companhia de energia elétrica e da Defesa Civil estão no local avaliando os danos.

O meteorologista Ruibran dos Reis, da Cemig, disse que uma frente fria vinda de São Paulo provocou a tempestade. Ainda choveu no Triângulo Mineiro, e nas regiões oeste e sul do Estado. "Amanhã poderemos ter chuvas com mais intensidade na região leste e na zona da mata de Minas Gerais. Neste ano, teremos chuvas mais prolongadas no Estado, mais duradouras, o que pode provocar deslizamentos", observou Reis.

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