Chuva volta a provocar alagamentos e deslizamentos de terra no Paraná; Minas tem 140 desalojados

Lúcia Nórcio
Da Agência Brasil
Em Curitiba

Atualizado às 16h15

A passagem de uma frente fria associada ao alto índice de umidade que cobre o Paraná é responsável pelas chuvas que atingem o estado desde ontem (22), causando estragos em vários municípios, além de alagamentos e deslizamentos de terra em rodovias. De acordo com o Instituto Tecnológico Simepar, na região de Curitiba, o volume de chuvas registrado desde a meia-noite chegou a 70 milímetros, o que representa quase metade da média histórica registrada para todo o mês de setembro.

Um balanço da Defesa Civil mostra que 14 municípios registraram prejuízos após a chuva e o vendaval das últimas horas. A cidade mais afetada até agora foi União da Vitória (sul do estado), onde 70 pessoas que residem às margens do Rio Iguaçu ficaram desabrigadas após o aumento do nível das águas. O nível do rio, que corta a cidade, está hoje 5 metros acima do normal.

Nos municípios de Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo, Pinhais e São José dos Pinhais, na região metropolitana, houve alagamento e quedas de árvores. Na capital, houve dez pontos de alagamentos, seis destelhamentos e três quedas de árvores. Na região noroeste, o município de Umuarama teve 27 residências danificadas por fortes ventos. A Defesa Civil forneceu lonas para os moradores e ainda não há registros de desabrigados ou desalojados.

Na região central do estado, três municípios foram afetados: Pitanga, Telêmaco Borba e Prudentópolis. Neste último, 13 residências foram atingidas, deixando aproximadamente 70 desalojados e 25 desabrigados. Na região norte, foram registradas ocorrências em Santa Helena, que teve 12 residências danificadas, e em Cascavel, onde 16 casas foram afetadas pelo vendaval da tarde de ontem.

Oito municípios paranaenses continuam em situação de emergência devido às chuvas ocorridas entre os dias 7 e 9 de setembro e no dia 18. No período, 61 cidades foram atingidas e 46.111 pessoas foram afetadas, das quais 2.859 ficaram desalojadas e 160 desabrigadas. A Defesa Civil ainda está fazendo o levantamentos sobre toda a área afetada e deve fornecer informações atualizadas durante o dia.

O último boletim do Simepar mostra que as áreas de chuva mais significativas estão se afastando do Paraná. "A imagem de satélite mostra o deslocamento das nuvens de chuva na direção de São Paulo, o que indica a diminuição do ritmo das chuvas no estado", afirma o meteorologista Fernando Mendonça Mendes.

Desalojados e desabrigados em Minas
De acordo com o último boletim da Defesa Civil, há 140 desalojados e 2 desabrigados em Bocaiúva, no norte do Estado de Minas. A cidade enfrentou na madrugada de ontem um vendaval que deixou quatro pessoas feridas e 55 casas destelhadas. Houve queda de árvores, comprometimento temporário do fornecimento de energia e algumas estradas foram parcialmente interditadas.

Em Ouro Fino, no Sul de Minas, o rio Ribeirão Ouro Fino transbordou e deixou sete pessoas desalojadas. Houve desabamentos de muros, inundação de casas e a lama espalhou-sse pela cidade. Uma ponte também foi destruída.

Outra região atingida pelas chuvas foi Oratórios, na Zona da Mata. Ali, o vendaval afetou aproximadamente 1.000 residências, além do ginásio poliesportivo, do centro de saúde e de uma unidade da Polícia Militar. Não houve registro de vítimas, mas a força dos ventos derrubou diversas árvores e muros.

Já em Brasília de Minas, na região Noroeste, não houve registros de feridos ou desabrigados, mas foram registradas várias ocorrências de casas destelhadas e quedas de árvores.

Em Belo Horizonte, onde cerca de 35 mil moradores estavam sem energia elétrica, o fornecimento já foi reestabelecido, de acordo com a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). A interrupção foi provocada por uma chuva forte que atingiu a região.

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