Jobim nega nova ponte aérea Rio-SP

André Naddeo
Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Atualizada às 13h43

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou nesta quinta-feira (24) a operação de uma nova ponte aérea entre os aeroportos Campo de Marte, em São Paulo, e de Jacarepaguá, no Rio.

Aeroportos podem abrigar nova ponte aérea

A Agência Nacional de Aviação Civil deu prazo de 30 dias para que a Infraero (que administra os aeroportos do país) adapte os dois terminais para receber esses voos.

A empresa que operaria esses voos é a Team Linhas Aéreas.

"Essa informação é absolutamente falsa. Essa empresa [Team Linhas Aéreas] havia solicitado à Anac [Agência Nacional da Aviação Civil], mas a Anac negou porque ela não apresenta os requisitos de segurança e de necessidade", afirmou o ministro.

Jobim nega nova ponte aérea Rio-SP



Jobim disse ainda que o aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste carioca, "tem que operar com pequenas aeronaves". E completou: "Aquele aeroporto não tem condições de fazer a ponte aérea. Só pode ser usado para pequenos voos."

Atualmente em São Paulo, apenas os aeroportos de Congonhas e Cumbica (Guarulhos) oferecem ponte aérea. E no Rio, apenas os aeroportos Santos Dumont e o Tom Jobim (Galeão).

Anac confirma pedido
Em nota publicada em seu site, a Anac confirma ter recebido pedido da Team Linhas Aéreas para realização de voos regulares entre os Aeroportos de Jacarepaguá e Campo de Marte.

"O pedido está em análise, aguardando resposta da empresa sobre questionamentos apresentados pela Superintendência de Segurança Operacional da Anac, enviados à empresa em 9 de setembro de 2009. Por isso, não há prazo definido para deferimento (ou não) da Anac ao pedido", diz a nota.

Ao contrário do que disse Jobim, a Anac diz que "os aeroportos de Jacarepaguá e Campo de Marte não apresentam limitações de segurança operacional para a realização de voos do porte de aviões como os da Team (modelo LET 410 UVP E 20 - transporta um máximo de 19 passageiros)".

A assessoria de imprensa da Team ainda não se pronunciou sobre as declarações do ministro da Defesa.

Essa é a terceira polêmica na aviação civil no Rio de Janeiro neste ano. Primeiramente, o governador do Estado, Sérgio Cabral, se posicionou contra a abertura do Santos Dumont para voos além da ponte aérea Rio-São Paulo - fato que diminuiu a freqüência do aeroporto internacional do Galeão.

Na seqüência, com o acúmulo de voos no Santos Dumont, situado no centro da capital fluminense, moradores de bairros próximos ao aeroporto, e até do município de Niterói, reclamam do barullho causado pelo aumento do número de aeronaves sobrevoando a região. Fato que provocou mudanças operacionais no aeroporto com operação de novas rotas, diminuição do número de voos nos horários de pico e utilização restrita (das 6h às 23h).

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