No primeiro dia de greve dos bancários, 2.881 agências ficam fechadas, diz sindicato

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Balanço divulgado na noite desta quinta-feira (24) mostra que 2.881 agências pelo país ficaram fechadas no primeiro dia da greve nacional dos bancários. Segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), dados parciais repassados até as 20h pelos sindicatos mostram que além destas agências, também centros administrativos foram paralisados em todas as capitais e cidades do interior.

Confira as alternativas para o pagamento de contas

Apesar da paralisação, o consumidor ainda tem à sua disposição os canais de atendimento remoto, composto por postos de atendimento e pela rede de correspondentes como casas lotéricas, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.


A Contraf-CUT afirma que a greve foi "maciça" no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal em todo o país. No Bradesco, ainda segundo a confederação, a paralisação "surpreendeu os sindicatos pelo alto índice de adesão dos bancários, muito superior ao movimento do ano passado". Também no Itaú/Unibanco e Santander/Real a adesão "foi expressiva".

A assessoria de imprensa da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) foi procurada para comentar os números, mas não atendeu as ligações da reportagem.

Greve
Bancários de sindicatos de todos os Estados do Brasil decidiram, em assembleias realizadas nessa quarta-feira (23), entrar em greve a partir de hoje (24) por tempo indeterminado.

Também aderiram à greve trabalhadores do Rio de Janeiro (capital), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Brasília (DF), seguindo orientação do Comando Nacional dos Bancários.

Os bancários rejeitaram proposta oferecida pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que ofereceu reajuste de 4,5% nos salários no último dia 17. A categoria pede reajuste de 10%, além de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850.

A proposta da Fenaban ("braço" sindical da Febraban) previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco. Os trabalhadores pedem ainda proteção ao emprego, mais contratações, além do "fim do assédio moral e da metas abusivas".

"Há quase dois meses os banqueiros já conhecem nossas reivindicações. Se quisessem evitar a greve teriam apresentado na mesa de negociação proposta com aumento real de salários, PLR maior e mais justa, proteção ao emprego nos casos de fusão e medidas de combate ao assédio moral e às metas abusivas", disse, em nota, Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

A Fenaban afirma que está aguardando uma contraproposta dos trabalhadores para retomar as negociações e não informa sobre a adesão à greve. A federação orienta a população a procurar as agências e, se caso estiverem fechadas, pagar as contas em casas lotéricas, supermercados, farmácias, pela internet ou por telefone.

A lista com telefones e endereços de agências pelo Brasil pode ser consultada aqui.

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