Justiça prende policiais suspeitos de participação em crime que envolve nome de Popó

Especial para o UOL Notícias
Em Salvador

Foram presos nesta manhã (25) quatro policiais militares investigados por suposta participação no assassinato do ex-presidiário Moisés Magalhães Pinheiro, 28, ocorrido no dia 9 deste mês, em Salvador. Os quatro, juntamente com um agente da Polícia Civil, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça após terem prestado depoimento sobre o caso na Corregedoria-Geral da Secretaria de Segurança Pública da Bahia.

A polícia não divulgou o nome dos policiais presos, mas no site do Tribunal de Justiça constam as iniciais: A.R.C.F., J.C.J., J.S.B., P.G.B.S. e H.R.M.E.F. São um aspirante a tenente, um sargento, dois soldados militares e um agente civil. A prisão ocorreu quando eles chegavam para trabalhar na 31ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), no bairro de Valéria.

O caso ganhou repercussão porque o campeão mundial de boxe, Acelino Freitas, o Popó, foi apontado como o mandante do crime pelo polidor de carros Jônatas Almeida, 22, amigo da vítima e que teria sido sequestrado, junto com Moisés, por supostos policiais, no dia do crime. Em depoimento prestado na Delegacia de Homicídos no último dia 17, Popó negou envolvimento no caso.

Jônatas era namorado de uma sobrinha e afilhada de Popó. A jovem, de 17 anos, havia se mudado para a casa do namorado seis dias antes, após desentendimentos familiares. Incomodado com a situação, o ex-pugilista foi até a residência de Jônatas, no bairro de Itapuã, buscar a sobrinha.
Na ocasião ele não encontrou o rapaz, mas, na saída, teria deixado recados ameaçadores com vizinhos, conforme relatou Jônatas à polícia, mas Popó negou. "Não fiz qualquer ameaça a quem quer que seja. Fiz apenas o meu papel de tio, padrinho e pai. Minha sobrinha, menor de idade, estava numa casa com três homens", comentou.

Ainda de acordo com as declarações do polidor de carros, poucas horas depois ele e Moisés foram sequestrados na porta de casa e levados até a Estrada do Derba, no bairro de Valéria, periferia da capital baiana. Depois, seguiram para um ponto de desova no Centro Industrial de Aratu (CIA), onde os supostos policiais civis tentaram executá-los a tiros. Jônatas disse que conseguiu escapar pulando numa ribanceira, mesmo algemado. O corpo de Moisés foi encontrado no dia seguinte, naquela área.

O corregedor Nelson Gaspar Álvares Neto não quis comentar o caso, alegando sigilo nas investigações. "Só posso dizer que todos que tiverem participação comprovada no caso serão punidos", assegurou.

A delegada que comanda as investigações, Francineide Moura, disse que voltará a ouvir o policial civil que está com a prisão preventiva decretada. "O advogado dele entrou em contato conosco e prometeu reapresentá-lo ainda hoje", disse.

O pedido da prisão temporária foi feito pelo próprio corregedor, Nelson Gaspar, acatando parecer do promotor público Luiz Augusto de Santana.

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