Racionamento de água em São Luís deve ser resolvido em três meses, diz companhia; cidade continua em estado de calamidade

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O rompimento de uma adutora que deixa São Luís, no Maranhão, com 35% do abastecimento de água comprometido deve ser resolvido dentro de três meses, informou nesta segunda-feira (28) a Companhia de Águas e Esgotos do Estado (Caema).

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"Ocorrerão obras em caráter emergencial nos sistemas de Paciência e Sacavém, que começam esse ano e devem ser concluídas em três meses no máximo, e garantirão o retorno do abastecimento", diz o diretor de projetos e obras da Caema, José de Ribamar Fernandes.

De acordo com o relatório da Caema, realizado em conjunto com a USP e Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), o rompimento da tubulação da Adutora Italuís, principal sistema produtor de água, foi provocado pelo intenso processo de corrosão que reduziu a seção resistente do tubo de captação a níveis insuficientes para resistir às pressões normais de trabalho.

"O rompimento provoca um rodízio. Então, precisamos, em determinadas áreas, fazer o racionamento, de abastecimento um dia sim, um dia não. A população não está sem água, mas para resolver o problema definitivamente e evitar que isso aconteça, é preciso substituir o tubo da adutora por outro de aço. Isso deve levar de 10 meses a um ano", diz Fernandes.

A governadora Roseana Sarney (PMDB) decretou estado de calamidade pública em São Luís no início da semana passada por 90 dias. O governo anunciou que vai investir R$ 255 milhões em recursos em uma parceria com o governo federal.

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Na sexta (25), o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, afirmou que o sistema de São Luís não está confiável e a qualquer momento pode haver um colapso no abastecimento da capital. "Este é o resultado de anos e anos de descaso, falta de manutenção, planejamento, investimentos e ação dos governos anteriores, que tratavam a empresa como uma contratante partidária", justificou.

De acordo com o governo, dos recursos, R$ 170 milhões serão aplicados na substituição da adutora no trecho comprometido do Italuís; R$ 10,8 milhões na reestruturação dos Sistemas Paciência e Sacavém; R$ 50 milhões no reforço de vazão da Estiva (centro operacional e reservatório com capacidade de 20 milhões/litros) e recursos no programa de redução de perdas de água, com a instalação de 200 mil hidrômetros em São Luís.

"Estamos com o nosso bombeamento do Italuís reduzido para evitar novos rompimentos e pedimos a colaboração da população para que, enquanto não ocorram as melhorias nos Sistemas Paciência e Sacavém, adéquem suas necessidades de acordo com o rodízio e evite o desperdício de água", afirmou o diretor presidente da Caema, João Reis Moreira Lima.

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