Polícia prende suspeito de participar de chacina em Curitiba

Eduardo Correa
Especial para o UOL Notícias
Em Curitiba

A polícia divulgou no fim da tarde desta segunda-feira (5) que foi preso um dos seis homens suspeitos de participar da chacina na Vila Icaraí, em Curitiba. Na noite do último sábado (3), oito pessoas foram mortas, incluindo um bebê de cinco meses. Outras duas pessoas ficaram feridas.

Chacina deixa oito mortos

Oito pessoas foram assassinadas em uma chacina na noite deste sábado (3) em Vila Icaraí, no bairro Uberaba, periferia de Curitiba. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, pelo menos seis pessoas em três carros participaram da ação, por volta de 22h30


De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Paraná, o suspeito foi preso no meio da tarde enquanto comia em uma lanchonete do bairro Cabral, região nobre da cidade, com seus advogados. O nome do suspeito não foi divulgado porque há um pedido judicial para impedir a exposição do preso, afirma nota oficial da secretaria.

O delegado Hamilton da Paz, da Delegacia de Homicídios, confirmou que o crime foi cometido para vingar o assassinato de um adolescente que seria sobrinho do líder do tráfico na região. Os outros cinco participantes já estão identificados e são procurados pela polícia, mas o número de envolvidos pode mudar. "Este número pode aumentar ou diminuir. Tanto podem ser mais do que os seis que eu tenho parcialmente identificados como podem ser menos. Só vou saber isso depois das primeiras prisões", disse Paz.

Os policiais envolvidos na investigação da chacina negaram que houve toque de recolher na Vila Icaraí, como afirmaram alguns moradores da região. O delegado disse que não há motivos para a população deixar de sair de casa. "Não existiu toque de recolher. O que acontece é uma vingança, um ato imbecil, de um marginal que quis atemorizar um bairro", declarou Paz.

A região é apontada pela Secretaria de Segurança como uma das mais violentas de Curitiba, mas o caso é considerado atípico pelo delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Jorge Azôr Pinto.

O governador Roberto Requião disse que a prisão de todos os envolvidos é uma "questão de honra" para a polícia. "A polícia está empenhada na captura dos criminosos. Sabemos que tudo se trata de vingança e a prisão deles é questão honra e de tempo para a polícia", afirmou na manhã desta segunda-feira.

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