Greve dos bancários continua; 7.063 agências ficaram fechadas nesta terça, diz confederação

Do UOL Notícias
Em São Paulo

População opina sobre a greve

  • Afetada pela greve, a população se divide entre
    os que apoiam e os que criticam os bancários


A greve dos bancários entrou no 13º dia de paralisação nesta terça-feira (6) com 7.063 agências fechadas em 26 Estados e no Distrito Federal, segundo balanço divulgado pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro). Os números foram encaminhados por 134 sindicatos ligados ao comando de greve. No primeiro balanço da paralisação, realizado no último dia 24, eram apenas 2.881 agências fechadas.

A Fenaban ("braço" sindical da Febraban - Federação Brasileira dos Bancos) não informa sobre a adesão à greve. Os bancários rejeitaram proposta oferecida pela federação, que propôs reajuste salarial de 4,5%.

A categoria pede reajuste de 10%, além de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850. A proposta da Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco. Os trabalhadores pedem também proteção ao emprego, mais contratações, além do "fim do assédio moral e das metas abusivas".

Contas
A paralisação das agências não altera as datas de vencimento de contas e dívidas. A Fenaban orienta a população a procurar as agências e, se caso estiverem fechadas, pagar as contas em casas lotéricas, supermercados, farmácias, pela internet ou por telefone.

A Federação, no entanto, não apresentou alternativas para as pessoas que não têm acesso à internet e/ou possuem dificuldades em realizar operações por telefone ou em caixas eletrônicos.

Negociações
Na quinta e sexta-feira passadas, integrantes do Comando Nacional dos Bancários e representantes da Fenaban não chegaram a um acordo, após cerca de 15h de reunião. "Foi decepcionante. Pensávamos que eles fariam uma proposta melhor, mas eles querem reduzir o PLR. E deixaram isso claro, mas não abriremos mão das nossas reivindicações e a nossa greve irá ampliar nos próximos dias", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf. Segundo nota da confederação, até a noite desta terça-feira, a Fenaban não tinha feito nenhum contato para a retomada das negociações.

Em nota, a Fenaban disse que mesmo "após exaustivas discussões, as posições ainda apresentavam diferenças que precisam ser reduzidas para se chegar a um acordo final, dado que as alterações indicadas pelos sindicatos não se adequam à fórmula de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) construída em conjunto em 2006 e vigente até agora". Segundo a Federação, as negociações continuam em aberto.

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