Temporais voltam a castigar RS e SC; 60 mil pessoas continuam sem luz

Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre


Rio Grande do Sul e Santa Catarina sofreram nesta segunda-feira (5) novamente os efeitos de temporais que produziram ventos com velocidade superior a 100 quilômetros horários em algumas cidades e causaram transtornos, como queda de postes e destelhamento de casas.

No Rio Grande do Sul, mais de 140 mil residências ficaram sem energia elétrica até a madrugada desta terça-feira (6). Cerca de 100 mil unidades pertenciam à área de fornecimento da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). No balanço desta manhã, 20 mil clientes ainda permaneciam sem luz no Estado.

O temporal foi provocado pela entrada de uma massa de ar polar vinda da Argentina, no começo da tarde de ontem. Antes da chuva e do vento, a temperatura bateu em 36ºC na região Oeste do Rio Grande do Sul. Em Uruguaiana, na divisa com a Argentina, houve queda de postes e árvores. As rajadas de vento chegaram a 80 km/h.

Sul não tem radares suficientes para prever fenômenos climáticos

Atingida por fenômenos climáticos extremos com frequência, a região Sul do Brasil não possui radares meteorológicos suficientes para cobrir todo o seu território, segundo meteorologistas entrevistados pelo UOL Notícias.


Em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, a chuva alcançou 60% de toda a média do mês de outubro. Em Bagé, houve chuva de granizo e alagamento em várias ruas. A BR-153, que liga a cidade ao centro do Estado, ficou interditada pela queda de uma árvore.

Em Porto Alegre, o temporal chegou no final da tarde, depois que os termômetros registraram até 34,5ºC. Segundo o 8º Distrito de meteorologia, o vento na capital alcançou rajadas de 111 km/h.

Houve falta de luz em vários pontos da cidade. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), 200 dos 950 semáforos de Porto Alegre pararam de funcionar devido ao vendaval.

Na BR-290, na saída de Porto Alegre, três postes de alta tensão tombaram e causaram congestionamento de quatro horas na região metropolitana. Três pontos da BR-116 também tiveram interrupções parciais, agravando a situação do trânsito na grande Porto Alegre.

"Está todo mundo com medo", diz morador de Ilhota

Dez meses depois, a pequena Ilhota (a 112 km de Florianópolis) vive novamente o drama da chuva intensa, que deixou 47 mortos na cidade em novembro do ano passado. "Todos querem ir embora, estão desanimados. É calamidade mesmo, está todo mundo com medo, mas medo mesmo", disse Leoni Reinert, de 42 anos.


Santa Catarina
Em Santa Catarina, o temporal danificou casas e prédios comerciais em Criciúma e Santa Rosa do Sul, ambas no sul do Estado. Em Criciúma, uma pessoa ficou ferida. Pelo menos seis cidades ficaram completamente sem luz, segundo a Defesa Civil catarinense. As rajadas de vento chegaram a 80km/h em Araranguá.

Timbé do Sul, Turvo, Içara e São João do Sul registraram queda no fornecimento de energia. Segundo a agência regional das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), 40 mil consumidores continuam sem luz no sul do Estado. Não há previsão de retorno.

Para esta terça-feira, há possibilidade de novas pancadas de chuva, de moderadas a fortes, trovoadas, rajadas de vento e eventual queda de granizo em áreas isoladas do Oeste, Centro, Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina a previsão também é de mais chuva, mas sem vento.

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