Federação oferece nova proposta e comando de greve dos bancários recomenda fim da paralisação

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Bancários em greve e a Fenaban (federação dos bancos) reuniram-se na noite desta quarta-feira (7) para discutir proposta que coloque fim à paralisação que já dura 14 dias em 26 Estados e no Distrito Federal. Segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), a Fenaban apresentou proposta de reajuste salarial de 6%. Na primeira reunião de negociação, a federação tinha oferecido reajuste de 4,5%.

População opina sobre a greve

  • Afetada pela greve, a população se divide entre
    os que apoiam e os que criticam os bancários


A proposta deve ser apresentada e votada nesta quinta-feira nas assembleias regionais. O comando nacional da greve, entretanto, já orienta pela aceitação do reajuste.

"Só levaríamos à assembleia proposta que assim como nos cinco anos anteriores representasse aumento real de salários e ainda uma PLR mais justa. Agora os trabalhadores podem decidir nas assembleias se aceitam a proposta ou se mantêm a greve", disse em nota Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Além do reajuste, a Fenaban manteve o teto de distribuição do PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) em 15%, independentemente da variação do crescimento do lucro. Também houve ampliação da licença maternidade para seis meses.

A categoria pedia reajuste de 10%, além de PLR composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850. A proposta anterior da Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco.

Agências fechadas e contas a pagar
De acordo com balanço divulgado pela Contraf, 7.222 agências permaneceram fechadas nesta quarta-feira em todo o país.

A paralisação não altera as datas de vencimento de contas e dívidas. A Fenaban orienta a população a procurar as agências e, caso encontre as mesmas fechadas, pague as contas em casas lotéricas, supermercados, farmácias, na internet ou pelo telefone.

A federação, no entanto, não apresentou alternativas para as pessoas que não têm acesso à internet e/ou possuem dificuldades em realizar operações por telefone ou em caixas eletrônicos.

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