Melhoria econômica impulsiona número de casais sem filhos, diz IBGE

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Mais dois milhões de casais do país não têm filhos, embora marido e mulher trabalhem e tenham condições de sustentar uma criança, segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados apontam que entre 1998 e 2008, esse tipo de combinação aumentou de 3,2 para 5,3% dos quase 40 milhões de casais nacionais.

Na região Sudeste, a mais rica do Brasil, a proporção de casais sem filhos e empregados é maior do que a brasileira: houve avanço de 3,6% em 1998 para 6,2% em 2008. No Nordeste, os níveis praticamente dobraram, saltando de 2,1% dos casais há 11 anos para 3,8% até 2008.

Parte da explicação do resultado está na análise da proporção de mulheres ocupadas no período do levantamento. A presença feminina no mercado de trabalho saltou de 42% para 47,2%, o que as desestimula a terem filhos até que se satisfaçam profissionalmente.

Em todas as regiões do país, o grupo dos casados e sem filhos supera os 40% do total na faixa entre 25 e 34 anos de idade.

Cai número de jovens
Outro reflexo da decisão dos casais de terem filhos mais tarde é a redução das populações mais jovens. O número de pessoas com menos de um ano de idade despencou 27,8% nos 10 anos de intervalo pesquisados pelo IBGE, que considerou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

De acordo com o levantamento, a quantidade de bebês no Brasil caiu de 1,8% da população total em 1998 para 1,3% no ano passado. Entre os habitantes da região Sudeste, essa proporção é ainda menor: agora é de 1,2% do total. A maior participação dos bebês na população geral fica no Norte, com 1,8% até 2008.

A mesma queda foi observada no número de crianças e adolescentes de até 14 anos de idade. Em 1998, eles eram 30% da população total e agora são 24,7%. "A redução da população de crianças e jovens e o consequente aumento da população adulta e idosa está associada à queda continuada dos níveis de fecundidade e ao aumento da esperança de vida", afirma o texto divulgado pelo instituto.

A proporção de idosos subiu de 8,8% para 11,1% entre 1998 e 2008, diz o IBGE.

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