Há 20 dias em greve, bancários da Caixa fazem ato em SP

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Em greve há 20 dias, bancários da Caixa Econômica Federal (CEF) realizam um ato na tarde desta terça-feira (13) em frente ao prédio administrativo do banco na avenida Paulista, em São Paulo. Os trabalhadores exigem a retomada das negociações para avanços nas reivindicações específicas.

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Os bancários de quase todos os outros bancos do país, que também estavam em greve, encerraram a paralisação na sexta-feira (9) após aprovarem a proposta da Fenaban ("braço" sindical da Febraban - Federação Brasileira dos Bancos). A federação propôs reajuste salarial de 6% e distribuição do PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) em 2% do lucro líquido dos bancos aos funcionários, limitado a R$ 2.100.

Inicialmente, os bancários pediram reajuste de 10%, além de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850. A proposta da Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco. Os trabalhadores pediam também proteção ao emprego, mais contratações, além do "fim do assédio moral e das metas abusivas".

Além das conquistas obtidas com a greve nacional, os servidores da Caixa reivindicam igualdade de direitos entre funcionários, alegando que os trabalhadores que ingressaram depois de 1998 na CEF têm menos direitos; ampliação das contratações; política de valorização salarial e profissional no Plano de Cargos Comissionados (PCC); reconhecimento pelo cumprimento das metas sociais; e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior, aditiva à regra geral da categoria.

Amanhã, os bancários da CEF farão uma assembleia na Quadra dos Bancários, no centro de São Paulo, para deliberar sobre a continuidade do movimento. Além dos trabalhadores da Caixa, bancários do Banco do Nordeste do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Estado de Sergipe também recusaram a proposta salarial.

Segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), mais de 35% das quase 20 mil agências bancárias e postos de trabalho chegaram a ficar fechadas na semana passada, antes do fim da greve nacional.

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