Navio-laboratório parte hoje do Rio para Antártica levando pesquisadores

Thais Leitão
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

O navio polar Almirante Maximiano parte hoje (19) do Rio de Janeiro para a 28ª edição da Operação Antártica levando a bordo 106 pessoas, entre tripulantes, pilotos, mergulhadores e pesquisadores. É a primeira vez que a embarcação, que vai operar em conjunto com o navio oceanográfico Ary Rongel, viaja ao continente gelado.

De acordo com a Marinha, o objetivo é aumentar a capacidade logística e tecnológica do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), desenvolvido desde 1982, além de oferecer mais suporte à realização de pesquisas científicas e à coleta de dados hidroceanográficos naquela região. Desde 1984, o Brasil mantém a Estação Antártica Comandante Ferraz, na ilha Rei George, a 130 quilômetros da península Antártica.

Entre as pesquisas previstas no roteiro da expedição estão levantamentos topográficos, avaliação dos impactos das mudanças globais considerando a fauna e a flora locais, das mudanças antrópicas no meio ambiente marinho antártico e o processo de recuo das geleiras entre outros.

O comandante da embarcação, capitão de mar-e-guerra Sérgio Ricardo Segóvia Barbosa, explicou que as pesquisas poderão ser realizadas no interior do navio.

"Esse navio é o oposto do Ary Rongel, que é um navio de apoio logístico com alguma capacidade de pesquisa. Já esta embarcação é uma estação de trabalho flutuante, com três laboratórios a bordo, que têm larga capacidade de desenvolvimento de pesquisa em diversas áreas, como geologia, oceanografia, botânica, meteorologia, biologia. As duas embarcações, portanto, se complementam", explicou.

O navio Almirante Maximiano vai operar com duas aeronaves embarcadas, que serão utilizadas no transporte de material e pessoal. Seu retorno ao Brasil está previsto para 10 de abril de 2010.

Ele foi adquirido pela Marinha em abril deste ano, por iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de um convênio entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia, e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).

A incorporação à frota brasileira ocorreu em fevereiro deste ano na cidade de Bremerhaven, na Alemanha. O navio passou por adaptações estruturais, como a construção de laboratórios, de espaços para acomodação de passageiros, de hangar e convés de voo para operar aeronaves.

A embarcação foi construída em 1974 no Estaleiro Todd, nos Estados Unidos, e teve sua estrutura totalmente reformulada em 1988, no Estaleiro Aukra, que fica na Noruega.

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