Polícia prende empresário argentino acusado de pedofilia em Alagoas

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

A Polícia Civil de Alagoas prendeu nesta segunda-feira (19) um empresário argentino acusado de abuso sexual de menores. Oscar Edmundo Guerrero mora em Paripueira, região metropolitana de Maceió, há dois anos e foi detido após prestar depoimento na delegacia da cidade.

De acordo com a Polícia Civil, é a segunda vez que Guerrero é denunciado neste ano por suposto abuso sexual. Na última sexta-feira (16), ele teria sido flagrado no bar que possui à beira-mar da cidade acariciando duas menores. Outros casos foram denunciados pelo Conselho Tutelar do município e serão investigados pelas autoridades.

De acordo com a presidente do Conselho Tutelar e autora da denúncia, Maria Verônica, duas crianças de nove e 12 anos seriam constantemente molestadas pelo acusado. "A denúncia contra o argentino foi feita de forma anônima por telefone. Conseguimos chegar às crianças e conversamos com elas, que confirmaram os atos. Depois delas chegaram mais denúncias", relatou, explicando que as duas crianças são vendedoras ambulantes e "vítimas fáceis" de pedófilos.

Nesta segunda-feira (19), o argentino foi convidado a depor sobre o caso na delegacia de Paripueira, assim como as mães e as duas crianças envolvidas no suposto caso de abuso. O delegado Jobson Cabral afirma que optou pela prisão preventiva do empresário por conta da gravidade das denúncias. "Não sabemos até onde foram os atos libidinosos, por isso é necessário o exame de conjunção carnal. Em seguida, vamos encaminhar o caso ao Ministério Público e à Justiça", explicou o delegado pela manhã.

À tarde, o argentino foi levado ao IML (Instituto de Medicina Legal) de Maceió para exame de corpo de delito. As crianças também passaram por exame de conjunção carnal.
Guerrero vai responder inquérito por estupro de vulnerável e aliciamento de menores. Na chegada ao IML, o empresário não quis conversar com os jornalistas, mas à polícia ele negou qualquer abuso sexual.

Cinco reais
Segundo uma das crianças que acusa o argentino, Guerrero teria pago R$ 5 na última sexta-feira à noite para abusar delas. "Ela pegou o dinheiro e ficou tocando no peito e na barriga da minha amiga", contou.

A mãe de uma das garotas, Maria de Fátima de Conceição, disse que já havia pedido à filha para manter distância do argentino. "Disse a ela: se esse homem oferecer dinheiro, você não aceite. Disse para ela manter distância", afirmou.

Segundo o delegado do município, casos de pedofilia têm se tornado comuns na região. "Essa área está infestada de turistas argentinos e italianos, e há uma irresponsabilidade muito grande dos pais. Por isso acontece o contato e o aliciamento dos menores", destacou Jobson Cabral.

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