Polícia prende o ex-promotor Igor, foragido há quase nove anos pela morte da mulher grávida

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 21h09

A Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu, na capital, o ex-promotor Igor Ferreira da Silva. Igor estava foragido desde abril de 2001, condenado por ter matado sua mulher, que estava grávida, em 1998.

TJ confirmou perda de cargo de promotor

  • Fábio Braga/Folha Imagem

    O ex-promotor Igor Ferreira da Silva é apresentado hoje na 5ª Seccional de SP; ele foi condenado pela morte da mulher grávida, ocorrida em 1998, mas fugiu após sentença a mais de 16 anos de prisão



Silva foi encontrado a partir de uma denúncia anônima de que ele estaria no bairro da Vila Carrão, zona leste da capital, informou a delegada Adanzil Limonta, da equipe da Polícia Judiciária, que efetuou a prisão.

Segundo ela, o ex-promotor confirmou a sua identidade e sua única exigência foi ir para a delegacia no carro da delegada e não no da polícia. Nos últimos anos, ele estaria foragido em uma fazenda localizada no interior do Estado.

O ex-promotor foi apresentado nesta tarde na 5ª Delegacia Seccional, no bairro do Tatuapé, zona leste da capital paulista. O delegado seccional Nelson Silveira Guimarães afirmou que ele está mais magro, mais calvo e bastante abalado emocionalmente.

Ao deixar a delegacia, Silva disse que se apresentou à polícia e que "houve violação dos direitos humanos" em sua prisão. Ele não deu mais detalhes e informou que vai falar "oportunamente".

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, Silva realiza exame de corpo de delito e passa a noite na carceragem do próprio 31º Distrito Policial. Nesta terça, deve seguir para a Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba.

O caso
Dias após ter sido condenado pela morte da mulher, Patrícia Aggio Longo, Silva fugiu. O crime ocorreu na madrugada de 4 de junho de 1998, em Atibaia (60 km a norte de São Paulo).

Grávida, Patrícia foi morta com dois tiros na cabeça, dentro do carro do casal. O DNA mostrou que o filho não era do então promotor.

Silva perdeu o cargo de promotor do Ministério Público Estadual de São Paulo em janeiro de 2006. No processo, ele alegou que um assaltante havia atirado na mulher.

Ele foi denunciado por homicídio qualificado (sem chance de defesa à vítima) e por aborto e, em 18 de abril de 2001, condenado a 16 anos e quatro meses de reclusão pelo Órgão Especial do TJ de São Paulo. Foi a primeira vez na história que um promotor foi julgado por homicídio perante o TJ.

O mandado de prisão do ex-promotor tinha validade até 17 de abril de 2021, quando então prescreveria a condenação.

*Com informações da Agência Estado

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