Polícia ocupa favelas em Porto Alegre e prende seis por tráfico

Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre

A Brigada Militar ocupou na manhã desta quinta-feira (22) duas favelas de Porto Alegre para combater uma quadrilha de traficantes que, segundo o Ministério Público Estadual, reúne cerca de 100 pessoas.

Mais de 700 policiais participaram da operação, realizada também nas cidades de Guaíba e Viamão, na grande Porto Alegre, e em duas cidades do litoral norte gaúcho. A BM apreendeu drogas, carros, motos e armamento nas vilas Campo da Tuca, zona leste, e Bom Jesus, zona norte.

O alvo da operação Grande Família são os três traficantes considerados mais perigosos da capital. No Campo da Tuca, mais de 300 homens cumpriram mandados de busca e apreensão e efetuaram seis prisões relacionadas ao tráfico. A ação foi monitorada por um helicóptero da BM. Dois menores também foram recolhidos na operação.

Na vila Bom Jesus, 50 policiais participaram da ação comandada pela BM. Houve ainda ações isoladas em outras favelas da cidade, como a Cachorro Sentado e a vila Cruzeiro do Sul. A operação mobilizou 600 policiais em Porto Alegre.

Segundo o coronel Jones Calixtrato, chefe da operação, o combate à quadrilha foi resultado de 11 meses de investigação envolvendo a Brigada Militar e o Ministério Público. "Nos últimos seis meses, a ação foi cuidadosamente planejada", disse. Não houve confronto com traficantes.

Foram expedidos 90 mandados de busca e apreensão e outras 12 ordens de prisão, entre elas a dos traficantes Paulo Ricardo Santos da Silva, o Paulão, e Juraci Oliveira da Silva, o Jura. Ambos têm passagens por presídios do Estado e estão foragidos da Justiça.

O promotor Ricardo Herbstrith, que liderou a investigação no MPE, disse que a quadrilha está associada a outros tipos de crime, como roubo de carros, homicídios e sequestros. Os delitos associados, segundo o procurador, servem para financiar o tráfico de drogas. "A operação é golpe muito pesado na forma de financiamento da quadrilha", comemorou o promotor.

Pelas informações do MPE, a quadrilha é a maior em movimentação de cocaína e crack de Porto Alegre. As ações de distribuição estão ramificadas por várias cidades da região metropolitana e do litoral do Estado, usado como rota de fuga e também para distribuir drogas em Santa Catarina e Paraná.

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