Após uma semana de confrontos, Rio tem domingo tranquilo

Rosanne D'Agostino
Enviada especial do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Uma semana após o início dos confrontos entre traficantes e polícia, o Rio de Janeiro tem um domingo pacífico. Desde a madrugada do sábado (17), pelo menos 42 morreram.
  • Rosanne D'Agostino

    Enquanto, na zona norte, moradores tentam se recompor de uma semana de tensão, na zona sul do Rio, o dia de sol lotou as praias cariocas, como a de Copacabana (acima)



Segundo a Polícia Militar, ainda não houve ocorrência de novos conflitos neste domingo (25), já que as operações estão temporariamente suspensas nos morros. Hoje, a polícia faz somente a contenção, mas novas incursões em busca de traficantes devem recomeçar nesta segunda (26).

Ainda conforme a polícia, os confrontos tiveram início depois da invasão do morro dos Macacos, controlado pela ADA (Associação Amigos dos Amigos), pelos traficantes do morro São João, controlado pela facção Comando Vermelho.

Desde então, Polícias Civil e Militar realizam operações nos morros à procura dos líderes do tráfico. Um helicóptero foi abatido por criminosos no primeiro dia de conflitos, deixando três policiais mortos.

A ocorrência mais recente é a de um adolescente que morreu neste sábado (24) em tiroteio em São João do Meriti, na favela da Andorinha. A polícia foi até o local após receber a informação de que os responsáveis pela queda do helicóptero da PM estariam lá.

Na sexta (24), dez detentos apontados como líderes do tráfico foram transferidos para Campo Grande (MS), onde ficarão isolados por 20 dias dos outros presos. O pedido foi feito pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. Segundo o governador Sérgio Cabral (PMDB), a troca mostra que o governo não dará "trégua" para a criminalidade.

Dia de sol
Enquanto, na zona norte, moradores tentam se recompor de uma semana de tensão, na zona sul do Rio o dia de sol fez com que moradores e turistas lotassem as praias cariocas.

"Isso acontece porque os traficantes perdem terreno e precisam invadir outros morros para conseguir aumentar seus lucros com as drogas", comenta João Aureliano, 42, que trabalha na orla da praia de Copacabana.

Já Erimilson Santos, 28, que mora em Vila Isabel, que também foi palco dos confrontos, tem outra opinião. "Eu acho que isso é falta de cuidado com a favela. Aí o tráfico toma conta mesmo. Não adianta agora o governo querer mostrar serviço."

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