Polícia do Rio vai ouvir passageiros que estavam no voo em que aposentada morreu

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

A Polícia Civil do aeroporto Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, solicitou à TAM a lista de passageiros que estavam no voo em que a aposentada Maria Petrúcia Ribeiro da Silva, 68, morreu. Segundo a delegada Teresa Pezza, a polícia aguarda uma resposta da empresa aérea para convocar cerca de 30 testemunhas para prestar depoimento.

A passageira morreu no sábado (24), por volta das 5h30, já no aeroporto, após desembarcar de um voo da TAM que saiu de Nova York, nos Estados Unidos. De acordo com Sandra Willians, filha da aposentada, a bolsa de sua mãe, com US$ 8.000 (R$ 14 mil), cartões bancários e documentos foi furtada.

Em nota, a TAM disse não ter "conhecimento de que a passageira carregasse quaisquer valores junto ao corpo ou em sua bagagem". A polícia já ouviu a filha da aposentada e também dois funcionários da empresa aérea.

A aposentada teria passado mal e não recebido o socorro da equipe médica da Infraero a tempo. A polícia, nos próximos dias, deverá colher o depoimento de integrantes da equipe médica que estava a bordo e de representantes do posto médico do aeroporto. Ontem (25), a TAM afirmou que o serviço médico da Infraero não atendeu ao pedido feito pelos tripulantes da aeronave.

Dona de um salão de beleza na cidade norteamericana, a aposentada costumava alternar temporadas de quatro meses nos Estados Unidos e em Macaé, no Estado do Rio. Ela voltava de mais um período novaiorquino quando se sentiu mal, por volta das 2h da madrugada.

Depois de dar assistência à passageira, a tripulação do voo avisou o comandante. Cerca de três horas mais tarde, já próximo do destino, ele pediu à torre de controle no Rio atendimento de emergência para a passageira.

Na aterrissagem, às 5h30, nenhum aparato a aguardava e tripulantes a conduziram pelo desembarque no finger - corredor que liga a sala de embarque ao avião -, onde ela perdeu os sentidos. Quando a emergência da Infraero chegou, 25 minutos depois, Maria Petrúcia estava morta.

O IML (Instituto Médico Legal) emitirá em 30 dias o laudo sobre a causa da morte. Informações preliminares apontam que ela sofreu uma trombose venosa aguda, conhecida também como "síndrome do viajante". O vice-diretor do Instituto Médico Legal, Sérgio Simonsen, forneceu todas as explicações técnicas sobre o caso, mas sem garantir um resultado definitivo. As conclusões dependem de exames toxicológicos e do inquérito policial aberto na delegacia do aeroporto.

"Tudo leva a crer que ela foi vítima de trombose venosa aguda, que pode acometer pessoas imóveis por muito tempo, como passageiros de voos longos. É até conhecida como 'síndrome do viajante': a pessoa fica sentada por muito tempo, forma-se um trombo na perna e ele sobe pela corrente sanguínea e pode ser fatal".

A Infraero informou que abrirá sindicância para apurar o ocorrido.

*Com informações da Agência Brasil e da Folha Online

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