Casas e ruas em Carapicuíba e Barueri (SP) estão alagadas; Defesa Civil investiga causa

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizada às 14h58

Cerca de trinta casas do município de Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, foram atingidas na madrugada desta terça-feira (27) por uma forte vazão de água. A água invadiu as ruas dos bairros de Vila Lurdes e Jardim Maria Helena, que ficam em Carapicuíba na divisa com Barueri. Um terreno particular com 14 casas, ocupado irregularmente por 34 famílias, no Jardim Paulista, em Barueri, também foi afetado. De acordo com a Defesa Civil, não há desabrigados ou vítimas.

  • Ruas e casas alagadas na divisa entre Carapicuíba e Barueri, na região metropolitana de SP


Segundo o diretor da Defesa Civil de Carapicuíba, José Moreira Almeida, ainda não se sabe o que teria provocado o alagamento, que começou quando já havia parado de chover na cidade.

Uma das hipóteses é o rio Cotia ter transbordado com as fortes chuvas de ontem ou as comportas da represa local terem sido abertas. Mas as Defesas Civis da Carapicuíba e Barueri investigam também o relato de alguns moradores, que dizem que um reservatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) teria sido aberto ou rompido.

O prefeito da cidade, Sergio Ribeiro Silva, está investigando na tarde desta terça-feira junto com um engenheiro da Sabesp as causas do alagamento.

Em nota, a Sabesp afirmou que os problemas ocorridos nos municípios "nada têm a ver com qualquer anormalidade nas represas da Graça e Pedro Beicht", que "a forte chuva que caiu ontem na região (pluviometria de 94,4 mm) provocou o transbordamento do rio" e que "os locais afetados são áreas de várzeas, que não deveriam ser ocupadas". Segundo a companhia, o abastecimento à população local não foi afetado.

Almeida afirmou ainda que o rio já baixou mais de 1 metro e o tempo hoje na cidade é bom. Segundo ele, os agentes da Defesa Civil estão percorrendo a cidade para calcular os prejuízos, ajudar a população afetada e limpar as casas com a ajuda de um carro pipa.

Ele acredita que apenas uma pessoa terá de ser removida da área atingida, porque a casa onde está apresenta problemas graves na estrutura. "Não há motivo para decretar estado de calamidade pública. Já voltamos à normalidade, o rio baixou e as pessoas estão voltando para suas casas", disse.

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