Rio de Janeiro é autorizado a transferir mais um líder do tráfico para presídio federal

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O governo do Rio de Janeiro foi autorizado a transferir um traficante preso no Estado para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná, nesta terça-feira (27). No último sábado, a Polícia Federal já havia realizado o transporte de dez traficantes de presídios do Rio para a penitenciária federal de Campo Grande (MS).

Segundo nota da Secretaria de Estado de Segurança, a transferência de Márcio da Silva Lima, conhecido como Tola, foi solicitada nesta terça à 40ª Vara Criminal, que acolheu o pedido e autorizou a transferência imediata.

Lima é considerado pela polícia um dos criminosos mais perigosos do Rio. Antes de ser preso, ele controlava o tráfico de drogas da favela Vila Aliança, em Bangu, zona oeste da cidade. O criminoso foi capturado no final de abril deste ano. Na época, o Disque-Denúncia chegou a oferecer R$ 2.000 por informações que levassem a prisão do traficante.

De acordo com informações da secretaria, a transferência faz parte da política de segurança do governo, que pretende enviar lideranças do tráfico para presídios de segurança máxima, longe da área de atuação dos criminosos.

O deslocamento já está sendo providenciado pela Seap (Secretaria de Administração Penitenciária).

Transferências no sábado
No último sábado, uma semana após o início dos conflitos entre traficantes e policiais na capital fluminense, o governo anunciou a transferência de dez presos para Campo Grande. Eles foram removidos durante a madrugada em microônibus sob forte esquema de segurança.

Em nota oficial, a secretaria informou que os nomes dos presos são: Nei da Conceição Cruz ("Nei Facão"), Edgar Alves Andrade ("Doca"), Cássio Monteiro das Neves ("Cassio da Mangueira"), Márcio Silva Matos ("Marcinho Muleta"), Roberto Ferreira Vieira ("Robertinho do Jacaré"), Jorge Alexandre Candido Maria ("Sombra"), Marcelo Soares de Medeiros ("Marcelo PQD"), Fábio Pinto dos Santos ("Fabinho São João"), Ocimar Nunes Robert ("Barbosinha") e Claudecyr de Oliveira ("Noquinha").

Na última semana, ao menos 42 pessoas morreram, especialmente na zona norte. Os confrontos entre policiais e facções rivais começaram no sábado, quando um helicóptero da Polícia Militar foi abatido a tiros no morro dos Macacos. Três policiais que estavam na aeronave morreram.

*Com informações da Folha Online

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