Alagamento atinge 150 famílias em Cotia (SP); Barueri e Carapicuíba têm 49 casas afetadas

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizada às 15h04

Cerca de 150 famílias que vivem no município de Cotia, a 34 km de São Paulo, foram atingidas pela forte vazão de água que atingiu a região na madrugada da terça-feira (27). Houve deslizamento de barracos em uma área invadida no Jardim Cotia e uma creche da cidade foi completamente destruída. Os municípios vizinhos também sofreram com os alagamentos, que afetaram trinta casas em Carapicuíba e dezenove em Barueri.
  • Cotia, Barueri e Carapicuíba são municípios vizinhos que ficam na região metropolitana de SP

  • Ontem, Barueri e Carapicuíba ficaram alagadas



De acordo com as defesas civis das cidades, não há desabrigados ou vítimas em nenhuma das três cidades. Em Cotia, uma família preferiu se mudar para casa de parentes, mas o resto decidiu permanecer no local, onde receberam cestas básicas, colchões, cobertores e atendimento de equipes de saúde.

Na cidade, os pontos mais críticos foram detectados no bairro Recanto Suave, na divisa com Carapicuíba e Barueri, no Mirante da Mata e no Jardim Panorama, onde a água invadiu as casas.

Em Barueri, a água baixou e não há áreas de risco. Uma força tarefa da prefeitura tenta dar apoio às famílias que perderam tudo.

Já em Carapicuíba, o diretor da Defesa Civil, José Moreira Almeida, disse que agentes do órgão estão percorrendo a cidade para calcular os prejuízos, cadastrar famílias afetadas e limpar as ruas e as casas com a ajuda de carros-pipa. Almeida afirmou que o rio, que chegou a subir quase 2 m, já baixou. "Apenas algumas casas ainda têm um palmo de água", relatou.

Ainda não se sabe o que teria provocado o alagamento, que começou quando já havia parado de chover na região. As prefeituras, no entanto, acreditam que a represa da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) transbordou com as fortes chuvas e as comportas foram abertas. A água então teria corrido para o rio Cotia, que também transbordou.

A Sabesp nega e diz que os problemas ocorridos "nada têm a ver com qualquer anormalidade nas represas da Graça e Pedro Beicht". A companhia acredita que a forte chuva que caiu na região provocou o transbordamento do rio Cotia.

Oito prefeitos da região se reuniram na manhã desta quarta-feira com o responsável da Sabesp para cobrar explicações.

Muitas das áreas afetadas pela água foram invadidas irregularmente por famílias pobres. A Sabesp diz que os locais são áreas de várzeas, que não deveriam ser ocupadas.

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