Avião desaparecido com 11 pessoas emitiu alerta 58 min após decolagem na Amazônia

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Em Manaus

Atualizado às 23h18

O avião C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB) que desapareceu na manhã desta quinta-feira (29) na Amazônia, entre os municípios de Cruzeiro do Sul (AC) e Tabatinga (AM), transportava técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e emitiu um sinal de emergência 58 minutos após a decolagem. De acordo com informações da Infraero de Cruzeiro do Sul (AC) e da FAB, havia 11 pessoas a bordo, sendo sete da Funasa e quatro militares. A Força Aérea ainda não confirma a queda do avião.

A aeronave decolou de Cruzeiro do Sul por volta das 10h30 (horário de Brasília) e deveria ter chegado às 12h15 no destino, mas, até o momento, não há informações sobre seu paradeiro.

De acordo com as últimas informações da FAB, o Salvaero, órgão da Força Aérea que coordena operações de busca e resgate, recebeu o sinal de emergência emitido pela aeronave 58 minutos após a decolagem. Com base nas informações do ELT e nos últimos contatos de radar e rádio com o controle de tráfego aéreo, foi possível estabelecer uma área para fazer as buscas.
  • Divulgação/FAB

    Imagem de arquivo mostra modelo idêntico ao que desapareceu


A base de operações de busca será montada em Cruzeiro do Sul. O resgate continua no local durante a madrugada.

A FAB colocou mais aeronaves para trabalhar na operação. São dois helicópteros H-60 Blackhawk, dois aviões C-105 Amazonas, um helicóptero HM-3 Super Cougar, um KC-130 Hércules, um SC-95 Bandeirante e a aeronave de reconhecimento R-99.

O R-99, usado no resgate dos destroços e vítimas do acidente do voo 447 da Air France, é equipado com um radar capaz de fornecer imagens eletrônicas sobre alvos em solo mesmo estando a altitudes elevadas. É utilizado em missões de resgate e em tarefas de inteligência como localização de pistas de pouso clandestinas. O radar é considerado pelos especialistas como um dos aviões-radares mais modernos do mundo.

Ainda segundo a FAB, 36 militares, entre médicos, enfermeiros e especialistas em resgate, foram deslocados para o local. Mais de cem militares participam da operação.

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As famílias dos ocupantes do avião desaparecido estão recebendo assistência e informações sobre o trabalho, afirma a Força Aérea.

Equipe da Funasa
A equipe que estava a bordo do avião fazia o trabalho de vacinação em aldeias indígenas do vale do Javari, no extremo oeste do Estado do Amazonas.

A assessoria de comunicação da Funasa em Brasília confirmou que havia técnicos do órgão dentro do avião. Em nota, o órgão afirma que os "colaboradores foram designados para ações de imunização (Operação Gota) em cerca de 3,7 mil indígenas de, aproximadamente, 40 aldeias, no Vale do Javari, no Amazonas".

A operação é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Defesa, por intermédio do Comando da Aeronáutica, que levava às populações residentes em áreas rurais e indígenas de difícil acesso as vacinas do calendário básico de vacinação nacional, além de vacinas específicas para povos indígenas.

Informações técnicas
Além de ser utilizado no transporte de cargas, o Caravan é bastante usado pela FAB no transporte de equipes médicas em missões do Correio Aéreo Nacional (CAN) que leva atendimento de saúde a comunidades isoladas da Amazônia. O avião é usado pela Força Aérea desde 1987.

A velocidade máxima que o C-98 Caravan pode chegar é 341 km/h. A aeronave, de fabricação norte-americana, possui 15,88 m de envergadura e 11,46 m de comprimento. O avião é utilizado no Brasil, Estados Unidos, Bolívia e Libéria.

* Com informações do UOL Notícias em São Paulo

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