Delegado que investigou assassinato de ex-deputado é morto na BA

Especial para o UOL Notícias
Em Salvador

Responsável pelas primeiras investigações sobre o assassinato do ex-deputado estadual baiano e empresário Maurício Cotrim, o delegado André Luiz Serra, 42, foi morto na noite desta quinta-feira (29), em uma praça de Ipiaú, na Bahia, quando comia um acarajé. De acordo com a Polícia Civil, dois homens que estavam em uma moto vermelha deram quatro tiros no delegado. Serra trabalhava em Ipiaú (cidade localizada a 350 km de Savador) havia quatro meses.

O assassinato do delegado mantém uma sequência de crimes relacionados à morte de Maurício Cotrim. Desde setembro de 2007, quando o ex-deputado foi morto enquanto fazia uma caminhada em Itamaraju (BA), seis pessoas que tiveram alguma ligação com o crime (suspeitos, testemunhas ou investigadores) foram assassinadas. Entre as vítimas, está a viúva do ex-deputado, Maria Angelina Nogueira Guimarães, 54.

Logo após o crime contra o delegado, cerca de 200 policiais civis e militares iniciaram uma busca na região de Ipiaú para tentar localizar e prender os suspeitos. Todas as estradas que dão acesso à cidade e a outros dez municípios estão cercadas.

Dois meses depois de ter sido designado pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) para investigar o assassinato do ex-deputado, o delegado Serra disse que tinha "resolvido" o caso, com a prisão do 'pistoleiro' Antonio Medeiros, 50, o "Alemão". Pouco tempo depois, a Justiça informou que a apuração do delegado continha "muitas falhas" e mandou soltar o acusado. Posteriormente, "Alemão" também foi morto.

Em agosto deste ano, o delegado Moisés Damasceno, de Itabuna (BA), anunciou a conclusão do inquérito, com a prisão de dez pessoas. De acordo com o delegado, com as investigações, a polícia descobriu um "sindicato do crime" no Espírito Santo, envolvendo uma rede de matadores de aluguel.

Acusados pelo crime, foram presos os irmãos ciganos Jorge Valdo Dantas Meira, Vivaldo Dantas Meira, Jairo Dantas Meira e José Róbson Dantas Meira, que, segundo a polícia, encomendaram o crime a um 'pistoleiro' de Ilhéus, além dos outros seis acusados: Tadeu Antônio Barros, Júlio César Pereira Nunes, Cláudio Reis, Jailson Ramos dos Santos, Licínio Torrezânio e Messias Pereira Sander, que seriam os agenciadores do assassinato.

O ex-deputado teria sido morto porque não havia quitado uma dívida contraída com ciganos. A polícia não divulgou o valor da dívida e a família do ex-parlamentar nega a versão.

De acordo com os policiais, o sigilo telefônico dos suspeitos foi quebrado por determinação da Justiça e, durante as investigações, os agentes constataram "várias ligações" para José Muniz, autor dos disparos que mataram o ex-deputado. Muniz também acabou assassinado.

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