Prefeitura decide não interditar shopping incendiado em SP; uma pessoa morreu

Arthur Guimarães
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizada às 18h30

Após vistoria feita pela Defesa Civil e pelo secretário municipal de Controle Urbano, Orlando Almeida, a prefeitura decidiu na tarde desta sexta-feira (30) que não há motivo para a interdição total do Shopping Vila Olímpia, na zona sul, empreendimento de luxo com data de inauguração prevista para 25 de novembro.

Segundo informações do governo municipal, apenas a loja 205, alvo da explosão inicial e onde devem ser comercializados produtos da Polishop, deve permanecer lacrada, até que a perícia técnica estabeleça as causas da explosão - e os responsáveis possam tomar providências para garantir a segurança no local. Os demais espaços, pelo diagnóstico do órgão, não foram atingidos e não precisam ser isolados.
  • Rivaldo Gomes/Folha Imagem

    Prefeitura faz vistoria em shopping após explosão na Vila Olímpia, em São Paulo


A causa do incidente, que deixou um morto e quatro feridos às 9h40 de hoje, foi esclarecida preliminarmente pelas autoridades. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria de Controle Urbano, uma faísca de uma parafusadeira entrou em contato com o vapor inflamável da cola que estava sendo usada em uma superfície.

A própria brigada de incêndio do shopping foi acionada e ajudou a retirar os feridos. Três deles foram encaminhados para a Santa Casa de Santo Amaro. Dois tiveram queimaduras de 2º grau no antebraço e na face, comprometendo 25% do corpo. Medicados, foram liberados. O terceiro teve 50% do corpo queimado e ainda continua internado. O quarto ferido foi levado pelo helicóptero da Polícia Militar para o Hospital das Clínicas, que ainda não divulgou um boletim médico do paciente.

Luxo
O Shopping Vila Olímpia é um investimento de mais de R$ 220 milhões e deve abrigar 200 estabelecimentos comerciais, cinemas de última geração, teatros e um centro gastronômico.

O espaço foi projetado para concorrer com outros pontos comerciais de luxo da região, como a Daslu, e tem como sócios os grupos Multiplan, Helfer e Brookfield, este último administrador do Shopping West Plaza, na zona oeste. O empreendimento está praticamente finalizado e há poucas lojas ainda livres esperando comercialização.

Lá, um espaço de 50 metros quadrados tem um aluguel básico de cerca de R$ 10 mil. Apesar das cifras, as informações divulgadas pelos grupos responsáveis pelo shopping indicam que ele não será apenas voltado para a clientela A, mas também moldado para atender ao público que trabalha no bairro, conhecido pólo empresarial em expansão de São Paulo.

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