Sobreviventes de avião da FAB passam bem, diz hospital

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizado às 19h48

Os nove sobreviventes do avião C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB) que estava desaparecido na Amazônia passam bem e não correm risco de morte, disse Marcos Roberto de Melo Lima, diretor-técnico do Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul (AC). A unidade de saúde atende seis dos ocupantes da aeronave. Outras três pessoas resgatadas após o acidente, todas militares, foram atendidas pelo Samu e por médicos militares.
  • Arte UOL

Segundo o diretor do hospital, os seis pacientes estão estáveis e passam por alguns exames. Uma sobrevivente está grávida e foi submetida a ultrassonografia para verificar o estado de saúde do feto. Todos foram colocados em observação.

"Pela magnitude do acidente, esperávamos casos mais graves", comentou Lima. Toda a estrutura do hospital foi preparada para receber os sobreviventes, mas, segundo o diretor clínico do hospital, Fábio Pimentel, felizmente, foi desnecessário.

"Aparentemente estão bem, sofreram apenas contusões. De qualquer forma o quadro deles é especial devido ao trauma que viveram, por isso, estamos atentos, pois foi um acidente muito grave", afirma Pimentel.

Os sobreviventes são três militares identificados como tenente Carlos Wagner Ottone Veiga, tenente José Ananias da Silva Pereira e sargento Edmar Simões Lourenço. Os demais são civis: Josiléia Vanessa de Almeida, Maria das Graças Rodrigues Nobre, Maria das Dores Silva Carvalho, Marina de Almeida Lima, Diana Rodrigues Soares e Marcelo Nápoles de Melo.

"Estamos felizes porque estamos vivos", diz sobrevivente

"Estamos felizes porque estamos vivos. A aeronave parou no ar e entramos em pânico e o piloto jogou o avião pra dentro do rio". Esse é o relato de um dos nove sobreviventes do acidente com a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) ao chefe do Distrito Sanitário Especial Indigena do Alto Juruá, da Funasa, José Francisco Corrêa de Araújo


Apesar de a FAB afirmar que os sobreviventes deveriam receber alta ainda nesta sexta, as vítimas devem permanecer no hospital até amanhã, a pedido dos médicos.

O acidente
O avião da FAB desapareceu na quinta-feira (29), quando ia de Cruzeiro do Sul (AC) a Tabatinga (AM). Os militares a bordo transportavam uma equipe da Funasa que realizava trabalho de vacinação em aldeias indígenas da região. O aeronave foi encontrada nesta manhã por índios matis.

Um dos ocupantes do avião ainda está desaparecido e há indícios de um possível óbito. Ao todo, 11 pessoas viajavam na aeronave. As buscas no local continuam.

O C-98 Caravan fez um pouso forçado no rio Ituí, afluente do rio Javari, entre as aldeias Aurélio, do povo matis, e Rio Novo, da etnia marubo. Uma aeronave C-105 Amazonas localizou o avião às 9h40, a partir das informações fornecidas pelos índios. Os sobreviventes foram resgatados e levados por um helicóptero H-60 Blackhawk e um helicóptero HM-3 Cougar do Exército Brasileiro.

  • Divulgação/FAB

    Imagem de arquivo mostra modelo idêntico ao que desapareceu


Equipe da Funasa
A equipe que estava a bordo do avião fazia o trabalho de vacinação em aldeias indígenas do vale do Javari, no extremo oeste do Estado do Amazonas.

Em nota, o órgão afirma que os "colaboradores foram designados para ações de imunização (Operação Gota) em cerca de 3,7 mil indígenas de, aproximadamente, 40 aldeias, no vale do Javari, no Amazonas".

A operação é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Defesa, por intermédio do Comando da Aeronáutica, que levava às populações residentes em áreas rurais e indígenas de difícil acesso as vacinas do calendário básico de vacinação nacional, além de vacinas específicas para povos indígenas.

* Com informações de Andréa Zílio, em Rio Branco

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