Cerca de 330 mil pessoas continuam sem água no Rio e em SP após apagão

Do UOL Notícias
Em São Paulo


Cerca de 150 mil pessoas permanecem na tarde desta quinta-feira (12) com problemas de abastecimento de água na região metropolitana de São Paulo em consequência do apagão ocorrido na noite de terça-feira (10), informa a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). No Rio de Janeiro, também há aproximadamente 180 mil pessoas sem água -- 2% da população atendida pela Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos).

Eletrobrás investiu apenas 38% dos recursos previstos em 2009

O Grupo Eletrobrás, composto de 15 entidades responsáveis pelo setor elétrico do país, entre elas Furnas, investiu 38% dos recursos previstos no orçamento de 2009, até agosto. Dos R$ 7,2 bilhões autorizados para o ano - a maior verba prevista desde 2000 -, apenas R$ 2,8 bilhões foram desembolsados. Se continuar no mesmo ritmo, ao final do ano, será o pior percentual de execução


A Sabesp havia dito que o serviço deveria ser normalizado ainda durante a manhã, mas isso não aconteceu. A promessa agora é de que a situação se normalize à tarde. Na noite de ontem, o problema ainda afetava 2 milhões de paulistanos. Hoje cedo eram 300 mil afetados.

A companhia informa que a situação dos reservatórios é considerada normal, e que o problema persiste na chegada da água nos pontos mais distantes e mais altos.

Os bairros mais atingidos são Pirituba, Chácara Inglesa e Jardim Jaguará, na zona norte, e Jardim São Luiz e Jardim Capela, na zona sul. Algumas regiões mais altas da zona oeste, como Perdizes e Lapa, e do município de Diadema (Grande SP) também registram problemas.

Como explica a empresa, diferentemente do que ocorre com a luz, a normalização do sistema que leva água aos domicílios não é simples nem imediata, mesmo com as máquinas funcionando novamente. "É necessário encher as tubulações e reservatórios e a água tem que percorrer longos caminhos até atingir cada um dos pontos de abastecimento", explicou uma nota oficial da Sabesp. Além disso, pontos mais altos ficam por último nesse processo.
  • Divulgação/Simepar

    Imagem do radar meteorológico Simepar mostra raios (em azul) e chuva em Itaberá (SP) na noite desta terça-feira (10), onde fica uma das linhas de transmissão que teria sido afetada. Para os meteorologistas, no entanto, a chuva não foi atípica.



São Paulo teve um pico de pane que deixou 6,7 milhões de pessoas sem abastecimento de água na região metropolitana da capital. A região sofreu uma parada geral em suas unidades e também teve que reparar seu maquinário. Danos foram observados em várias estações de tratamento de água, como na chamada ABV, na zona sul, que teve o rompimento de uma tubulação no momento de retomada da energia elétrica.

O entrave só foi superado às 8h30 de ontem, prejudicando os habitantes da região e das cidades vizinhas, como Taboão, Embu e Itapecerica. No interior paulista, até ontem à noite, 480 mil moradores enfrentavam a falta d'água, o que representa 60% da população das seguintes cidades: São Roque, Alumínio, Iperó, Boituva, Ibiúna, Botucatu, Dourado, Pederneiras e Capela do Alto.

No Rio, a Cedae acredita que 100% da rede estará reestabelecida até o fim da sexta-feira. Segundo a empresa, que atende 62 municípios e 9 milhões de pessoas, os problemas seguem em locais de final de rede ou localizados em áreas altas. Não é possível falar em bairros, porque as ocorrência estão pulverizadas.

Em entrevista coletiva realizada no final da tarde de quarta-feira (11), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, voltou a culpar condições meteorológicas pelo apagão que afetou 18 Estados do país por volta das 22h10 desta terça-feira (10). Para o governo, o problema ocorreu devido ao desligamento de três linhas de transmissão por conta do mau tempo na região de Itaberá (a 324 km de São Paulo).

No momento do apagão, todas as estações de tratamento e estações elevatórias da Sabesp foram desligadas. Inicialmente, 20 milhões de pessoas ficaram sem água na Grande São Paulo. A Sabesp recomenda aos moradores que utilizem a água armazenada nas caixas com moderação durante a execução das obras.

  • O governo atibui o apagão ao desligamento de três linhas de transmissão: duas que ligam Ivaiporã (PR) a Itaberá (SP) e uma que liga Itaberá à subestação de Tijuco Preto (SP). Mapa abaixo mostra como funciona o sistema de abastecimento no país

  • Fonte: Sigel e Itaipu Binacional

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