Chuvas e ventos de mais de 130 km/h causam destruição e cinco mortes no RS

Flávio Ilha* Especial para o UOL Notícias Em Porto Alegre

Atualizada às 21h05

Frente fria pode provocar ciclone extratropical na região Sul do Brasil

Uma tempestade que atingiu o Rio Grande do Sul no início da tarde desta quinta-feira (19) causou cinco mortes e deixou um cenário de destruição e transtorno em várias cidades do Estado. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram rajadas de 133 quilômetros por hora no litoral.

Quatro das cinco mortes ocorreram na região metropolitana de Porto Alegre. Na capital, uma mulher foi atingida pela queda de um muro na zona norte. Marilu Santos de Azambuja, 37, voltava para o trabalho depois do horário de almoço quando a fachada de uma distribuidora de parafusos desabou.

A polícia não descartou a hipótese de que mais pessoas estejam soterradas sob os escombros do muro. Na zona sul, Jorge Marcelo de Brito Camargo, 39 anos, morreu ao ser atingido por uma árvore que caiu com a força do vento. Ele estava em casa quando foi atingido.

Em Canoas, um operário também foi atingido pela queda de um muro e morreu na hora. Eduardo da Silva Berneira, 19, trabalhava na reforma de um posto de gasolina. No mesmo município, um sargento da Aeronáutica morreu enquanto manejava uma motossera para cortar uma árvore caída dentro do terreno do 5º Comando Aéreo Regional (Comar). Até o início da noite, o nome dele e a circunstância do acidente não haviam sido divulgados. Mais de 70 árvores caíram na cidade.

Em Capivari do Sul, no litoral, o agricultor Pedro da Silva Rosa, 60, foi atingido na nuca por uma árvore quando dirigia um trator. A morte ocorreu às 13h.

Em Porto Alegre, segundo a Defesa Civil, o vento chegou a 96 quilômetros por hora no aeroporto Salgado Filho. Um avião de carga teve de arremeter durante a tempestade para evitar um acidente.

As três principais rodovias de acesso à capital também registraram queda de árvores. O trânsito foi afetado. Na BR 290, que leva ao litoral e ao norte do país, um caminhão foi jogado para fora da estrada com a força do vento. Placas de sinalização também foram danificadas. Em Osório, duas bombas de gasolina foram arrancadas do solo na BR 101.

Segundo a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), 16 cidades do Estado estão completamente sem fornecimento de luz. No total, 30 municípios foram total ou parcialmente atingidos pelo temporal. Em Porto Alegre, falta energia em 100 mil casas. Ao todo, são 600 mil casas sem luz. Na área de abrangência da Rio Grande Energia (RGE), há 52 mil casas sem energia.

Sem energia, a Companhia Rio-grandense de Água (Corsan) cortou o abastecimento em pelo menos cinco cidades da região metropolitana. Segundo a empresa, o corte afeta cerca de 1 milhão de pessoas.

Em Cidreira, no litoral, a Escola Estadual Ildo Meneghetti foi destelhada pelo vento. As aulas foram suspensas. Em Capão da Canoa, uma escola infantil também foi completamente destruída pela força do vento. Nenhuma criança se feriu.

Florianópolis
Ventos de até 103 quilômetros por hora, seguidos de temporal, também causaram vários estragos nesta tarde na região Sul de Santa Catarina e na capital.

Os municípios mais atingidos foram Araranguá, Ermo, Imbituba, Jaguaruna, Laguna, Sombrio, Maracajá, Içara, Arroio do Silva, Santa Rosa do Sul, além de Florianópolis e Santo Amaro da Imperatriz.

"É cedo para se fazer um levantamento preciso, mas recebemos informações de queda de energia, principalmente nas redes de baixa tensão, queda de postes, árvores e destelhamento de casas", explicou o gerente da Defesa Civil-SC, major Emerson Emerim.

* Com informações da Agência Estado

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