Chuva diminui em SP e cidade registra trânsito livre; são seis pontos de alagamento

Do UOL Notícias Em São Paulo

Atualizada às 21h01

A chuva diminuiu em São Paulo, mas a cidade ainda tinha seis alagamentos por volta das 21h, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). O órgão anunciou que não havia mais nenhum ponto de alagamento por volta das 18h, mas afirma que a chuva, que continua fraca na zona leste, provoca problemas em bueiros e refluxos podem estar contribuindo para a permanência da água nas vias.

A atualização também não é feita em tempo real e problemas técnicos podem prejudicar a contabilização dos pontos de alagamento. Entre os locais estão a rua Sampaio Côrrea, avenida Mofarrej, marginal Pinheiros, na altura do número 1329, e a avenida Eng. Roberto Zuccolo.

Quatro rodovias de São Paulo permanecem interditadas até o início da noite: a DR-10 (na região de São Paulo); a SP-23 (em Franco da Rocha); SP-332 (Km 24 em Caieiras); e a SP-352 (entre Itapira e Amparo).

Após registrar trânsito acima da média durante toda a manhã e começo da tarde, por volta de 21h a cidade registrava somente 1 km de vias congestionadas - número raro de ser registrado mesmo aos finais de semana. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), muitas pessoas deixaram de ir trabalhar ou não conseguiram chegar aos seus destinos devido às chuvas e alagamentos. Essa seria a explicação para o trânsito abaixo da média registrado na tarde e noite de hoje. Nenhum técnico da companhia estava disponível para comentar o assunto.

Com a diminuição das chuvas na capital paulista, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) retirou às 15h25 todos os estados de atenção da cidade, incluindo o da marginal Tietê, que duravam desde a madrugada. A cidade chegou a ter 105 locais inundados, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

  • Luiz Guarnieri/Futura Press

    Forte chuva faz rio Tietê transbordar e complica trânsito em São Paulo


Já o estado de atenção para deslizamentos continua nos bairros Perus e Casa Verde (zona norte), Capela do Socorro e Parelheiros (zona sul), Lapa (zona oeste), Itaquera, Itaim Paulista, Ermelino Matarazzo e Aricanduva (zona leste). E seguem em alerta para desmoronamentos e deslizamentos os bairros de Freguesia do Ó, Butantã, São Miguel, Vila Prudente, Campo Limpo, M'Boi Mirim, Jaçanã, Tremembé e Pirituba-Jaraguá. Em alerta máximo estão as regiões de São Mateus, Cidade Tiradentes e Guaianazes.

Até a última medição feita pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), às 19h, a chuva de hoje já tinha sido a maior registrada em um dia na capital desde março de 2006. Naquele ano, choveu 73,3 mm no dia 29 de março, enquanto hoje, somente até o início da noite já havia chovido 75,8 mm, o que equivalente a 37,7% do volume médio esperado para o mês de dezembro, que é de 201 mm.

O CGE acredita que na medição total das chuvas desta terça-feira, o índice deva superar as chuvas do dia 24 de maio de 2005, quando choveu 76,2 mm na cidade.

Segundo o CGE, nesses oito primeiros dias de dezembro choveu 143,1 mm, o que equivale a 71,2% da média de todo o mês.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou na tarde de hoje que o rodízio de veículos em São Paulo para carros com placas finais 3 e 4 continua válido. As multas por desrespeito ao rodízio aplicadas durante a manhã foram anuladas por conta do caos provocado pela chuva na cidade.

Vítimas
A chuva deixou um saldo trágico de 6 mortes na capital paulista nesta terça-feira (8).

Francisco de Oliveira Lima, de 45 anos, morreu soterrado após um deslizamento de terra seguido de desmoronamento de barraco na favela Santa Madalena, região do Sapopemba (zona leste).

Em Santana do Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, o desmoronamento de um barranco sobre uma residência no bairro conhecido como 120 matou três crianças e um adulto foram localizados e retirados sem vida durante a manhã.

Em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, uma casa desmoronou e uma pessoa morreu na Vila Monte Belo.

De acordo com a corporação, um motoqueiro, que supostamente teria sido arrastado pela enxurrada na Estrada de Poá, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, já foi localizado com vida.

Dia de caos
A chuva que atingiu a capital na madrugada e durante a manhã inundou diversas casas da zona leste, deixou pelo menos seis mortos e provocou um grande congestionamento na cidade.



Além do transbordamento dos rios Tietê e Pinheiros, houve o extravasamento do córrego Três Pontes, em Itaim Paulista, e do ribeirão dos Meninos, na divisa de São Paulo com o município de São Caetano do Sul.

Houve alagamento também na Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), onde a água chegou a um metro de altura. O entreposto está fechado e só deve voltar suas atividades amanhã, segundo a assessoria de imprensa.

Por conta do mau tempo, os aeroportos de Congonhas, na zona sul da capital paulista, e de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, estão operando com auxílio de instrumentos - quando o piloto necessita da ajuda de equipamentos para alinhar a aeronave com a pista - durante todo o dia.

Por volta das 16h30, a circulação de trens foi liberada em ambos os sentidos na linha 7 - Rubi (Luz - Francisco Morato) entre as estações de Caieiras e Jundiaí, na Grande São Paulo. A linha estava bloqueada desde o início da manhã em razão de um alagamento na via férrea.

A circulação de trens também chegou a ser interrompida na linha 11 - Coral (Brás - Estudantes) entre as estações Poá e Ferraz de Vasconcelos, e na linha 9 - Esmeralda, que também teve problemas de alagamento. Ambas operam normalmente.

Em razão da chuva, alguns bairros da capital ficaram sem luz, como a Lapa de Baixo, Canindé, Água Branca, Vila Medeiros, Vila Mazzei, Anastácio, Parque Novo Mundo. A região norte de Osasco também ficou sem energia, segundo a AES Eletropaulo.

* Com informações da Agência Estado e da Folha Online

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