Água em São Luiz do Paraitinga só deve baixar na quinta-feira, diz Defesa Civil

Arthur Guimarães Do UOL Notícias Em São Paulo

Água baixa, mas Vale do Paraíba continua com desabrigados

Há três dias submersa, a cidade de São Luiz do Paraitinga ainda deve ficar inundada até a próxima quinta-feira, segundo as estimativas da Defesa Civil e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). Isso se não voltar a chover.

Hoje, o balanço dos trabalhos de resgate aos ilhados contabiliza apenas uma pessoa desaparecida - ninguém morreu. No total, 30 pessoas tiveram suas casas destruídas e outras 2.122 estão desalojadas em casas de parentes pela impossibilidade de acesso em algumas áreas da cidade.

Apesar do trabalho intenso dos homens da Defesa Civil, ainda não há um estudo que indique o número de imóveis que serão interditados. "Não podemos correr o risco de fazer vistorias com a água ainda alta, quando há risco de desmoronamentos. Assim que houver condições, vamos fazer a análise", disse o capitão Marco Aurélio Valério.

A operação é feita por 58 homens do Corpo de Bombeiros, quatro aeronaves, 14 carros, 11 embarcações, mais de 80 policiais, além do reforço do Exército e da Defesa Civil.

Sem-igreja
Ainda atônito e atualmente sem-teto, o padre Edson Carlos Rodrigues promete superar o desmoronamento da Igreja Matriz de São Luiz do Paraitinga e organizar uma missa em um espaço improvisado ainda nesta semana.

O culto provavelmente será realizado na praça em frente à capela do Rosário na manhã da quinta-feira, às 8h. Por falta de melhores opções, a celebração será ao ar livre, apesar do clima na região alternar entre chuva e sol forte.

Empenhado em salvar algumas as poucas obras de arte que resistiram às enchentes, o padre está seguindo uma recomendação da Diocese de Taubaté, que o orientou para que não deixasse de reunir os fiéis para orar pela recuperação da cidade e pelo atendimento dos desabrigados.

"É um momento muito delicado. Estou extremamente ocupado, mas já estamos pensando em como fazer a missa", disse.

Tombamento
A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo informou que uma equipe de técnicos do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) está avaliando o estado das edificações tombadas na cidade, trabalho que está sendo auxiliado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O objetivo da vistoria é, segundo a pasta, traçar um planejamento de recuperação dos imóveis atingidos pela enchente. O centro do município foi tombado em 1982.

Cunha
A chuva também causou transtornos em outras cidades do interior paulista. Em Cunha, seis pessoas morreram, uma ficou ferida e pelo menos 10 pontes do município foram rompidas. O principal acesso ao município, pela rodovia SP-171, também cedeu.

Com ajuda da Defesa Civil, no entanto, pedras e cascalhos foram colocados no pavimento para possibilitar a passagem, ainda que improvisada, dos veículos de resgate.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos