Iphan avalia calamidade em São Luiz do Paraitinga (SP)

Da Agência Brasil*
Em Brasília

Técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) do Estado de São Paulo estarão hoje (5) na cidade de São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, para fazer uma primeira avaliação sobre a situação do município, castigado pelas chuvas.

O presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, explicou que os técnicos farão, de imediato, um levantamento das condições das estruturas que resistiram às águas para consolidá-las e dar início a um diagnóstico detalhado da situação.

O trabalho será base para que o Iphan e o Condephaat possam montar a estratégia de recuperação do centro histórico.

Há três dias submersa, a cidade de São Luiz do Paraitinga ainda deve ficar inundada até a próxima quinta-feira, segundo as estimativas da Defesa Civil e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). Isso se não voltar a chover.

Ontem (4), o balanço dos trabalhos de resgate aos ilhados contabilizou uma pessoa desaparecida. No total, 30 pessoas tiveram suas casas destruídas e outras 2.122 estão desalojadas em casas de parentes pela impossibilidade de acesso em algumas áreas da cidade.

Apesar do trabalho intenso dos homens da Defesa Civil, ainda não há um estudo que indique o número de imóveis que serão interditados. "Não podemos correr o risco de fazer vistorias com a água ainda alta, quando há risco de desmoronamentos. Assim que houver condições, vamos fazer a análise", disse o capitão Marco Aurélio Valério.

A operação é feita por 58 homens do Corpo de Bombeiros, quatro aeronaves, 14 carros, 11 embarcações, mais de 80 policiais, além do reforço do Exército e da Defesa Civil.

Sem-igreja
Ainda atônito e atualmente sem-teto, o padre Edson Carlos Rodrigues promete superar o desmoronamento da Igreja Matriz de São Luiz do Paraitinga e organizar uma missa em um espaço improvisado ainda nesta semana.

O culto provavelmente será realizado na praça em frente à capela do Rosário na manhã da quinta-feira, às 8h. Por falta de melhores opções, a celebração será ao ar livre, apesar do clima na região alternar entre chuva e sol forte.

Empenhado em salvar algumas das poucas obras de arte que resistiram às enchentes, o padre está seguindo uma recomendação da Diocese de Taubaté, que o orientou para que não deixasse de reunir os fiéis para orar pela recuperação da cidade e pelo atendimento dos desabrigados.

"É um momento muito delicado. Estou extremamente ocupado, mas já estamos pensando em como fazer a missa", disse.

*Com informações de Arthur Guimarães, do UOL Notícias

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