Menino que teve o corpo perfurado por agulhas recebe alta hoje

Heliana Frazão
Especial para o UOL Notícias
Em Salvador

O menino M.S.A., de 2 anos e oito meses, que teve cerca de 30 agulhas introduzidas no seu corpo, receberá alta na manhã desta sexta-feira (22), no hospital Ana Nery, em Salvador. A criança deixará o hospital sem necessidade de continuar recebendo medicação, conforme explicou o diretor da unidade médica, Roque Aras.

A saída do garoto mobilizou a cúpula do governo estadual. Estarão presentes o governador da Bahia, Jaques Wagner, e o secretário da Saúde do Estado, Jorge Solla, além de toda a equipe médica do hospital, que atendeu a criança nesses 35 dias de hospitalização.

O menino seguirá com acompanhamento médico e psicológico, já que ainda restam algumas agulhas em seu corpo, alojadas na axila esquerda, na lateral esquerda do tórax, no abdome, na coxa esquerda e no osso pubiano. Segundo o diretor médico, o paciente apresenta bom quadro psicológico, com comportamento diferente daquele que tinha quando chegou a Salvador, no dia 17 de dezembro: arredio e resistente ao contato com pessoas, sobretudo do sexo masculino.

O menino não voltará a residir na cidade de Ibotirama, às margens do rio São Francisco, onde sofreu a violência. A família se mudará para a cidade de Barreiras, onde foi atendido pela primeira vez. A mãe da criança, Maria Souza Santos, temia a reação de familiares do ex-companheiro, Roberto Carlos Magalhães, que admitiu ter enfiado as agulhas na vítima. O suspeito está preso.

Segundo Aras, está sendo providenciada toda a estrutura necessária para que o menino retome a rotina. A entidade Voluntárias Sociais, vinculada ao governo do Estado e presidida pela primeira-dama Fátima Mendonça, já ofereceu apoio à família.

Durante o tempo de internação M.S.A enfrentou três cirurgias que resultaram na extração de 22 agulhas de partes diferentes do seu organismo.

Aparelho novo por "reconhecimento"
Também estará presente no momento da alta um representante do Ministério da Saúde para confirmar a doação, feita pelo governo federal ao hospital Ana Nery, de um aparelho de ressonância magnética, estimado em R$ 2,5 milhões.

Roque Aras afirma que o hospital já havia reivindicado o equipamento ao ministério, mas aguardava os trâmites burocráticos, que foram acelerados "em reconhecimento ao atendimento prestado ao menino". Ainda segundo o diretor hospitalar, só existe um aparelho semelhante na Bahia, usado para atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no hospital Roberto Santos.

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