Moradores de áreas alagadas da zona leste ocupam gabinete do subprefeito de São Miguel Paulista

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Cerca de cinquenta moradores de Vila Itaim, Vila Aimoré e Jardim Noêmia, na zona leste de São Paulo, ocuparam por volta de 11h desta quarta-feira (27) o gabinete do subprefeito de São Miguel Paulista, Milton Persoli. Eles exigem que o governo municipal apresente uma solução imediata para as famílias que tiveram suas casas alagadas por conta das enchentes que atingem os bairros da várzea do Tietê desde o dia 8 de dezembro do ano passado.

“É um protesto pacífico. Vamos ficar aqui até que as reivindicações sejam atendidas, porque aqui eles têm café, têm água e lá no bairro a gente não tem nada”, disse Fernando Viola, morador do Jardim Pantanal e integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), que organiza a manifestação.

Segundo a Subprefeitura, não há previsão para que Persoli apareça no gabinete hoje.

Ontem, depois de outro protesto, que reuniu cerca de cem moradores e terminou com dois manifestantes presos, gritos de “Põe ele na água” e mulheres chorando de joelhos, o subprefeito prometeu fornecer assistência médica, comida, colchões, cobertores e uma draga à região da Chácara Três Meninas dentro de 12 horas. O prazo se encerrou à meia noite desta terça-feira. Até a manhã de hoje, os desalojados tinham recebido cerca de 80 marmitex e colchões.

De acordo com a líder comunitária Maria Zélia Souza Andrade, o número de pessoas que procura abrigo na escola cresce a cada dia e a comida não dá para todos. Cerca de 40 pessoas estavam no local até a tarde de ontem.

Em entrevista ao UOL Notícias, Persoli disse que vai fazer o atendimento aos moradores “imediatamente". Questionado sobre o fato de a população esperar a ajuda há cinquenta dias, ele respondeu que o atendimento já tinha começado e que 89 das milhares de pessoas da região tinham recebido material. Ele também informou que duas dragas foram instaladas no Jardim Pantanal.

Em relação às providências a serem tomadas sobre a água represada, o subprefeito eximiu-se da responsabilidade. "A água vai ter que ser verificada pelo DAEE [Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado]", afirmou Persoli.

 

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