Mutirão contra dengue em Salvador visita 300 residências no 1º dia

Especial para o UOL Notícias
Em Salvador

Os mutirões contra a dengue em Salvador tiveram início na terça-feira (26). Balanço do primeiro dia da ação aponta que os agentes da Secretaria da Saúde de Salvador visitaram cerca de 300 residências e retiraram 210 quilos de objetos (vasos, garrafas plásticas e de vidro, pequenos tonéis, pratos quebrados) que são criadouros naturais do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença.

No ano passado, os agentes retiraram das residências 1,9 mil toneladas de produtos que estavam armazenados irregularmente, em 47 mutirões. “Só em uma casa havia cinco toneladas de produtos descartáveis”, disse Elianci Couto de Lima Costa, coordenadora do programa municipal de combate à dengue.

A prefeitura resolveu intensificar os mutirões às vésperas deste Carnaval, porque a capital baiana está com um índice de infestação do mosquito de 2,9%, bem acima do padrão recomendado, que é de até 1%, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) e o Ministério da Saúde.

Em 2009, foram registrados em Salvador 1.500 casos da doença (52 graves). No total, cinco pessoas morreram. Em todo o Estado ocorreram 122.703 casos (141,1% a mais do que em 2008), com 66 mortes.

Além das visitas às residências, funcionários da prefeitura também estão intensificando o trabalho nos bairros da periferia para a retirada do lixo acumulado. “Aqui a coleta é muito ineficiente, são poucos garis e, mesmo assim, eles não aparecem todos os dias”, disse a empregada doméstica Maria Alves de Jesus, 32, que mora no bairro de Coutos. Na manhã desta quarta-feira (27), em frente à casa da empregada, havia 15 sacos de lixo (cada um com capacidade para abrigar 100 litros) acumulados. “Estes sacos estão aqui desde o final de semana”, afirmou.

Segundo Elianci Costa, em média, 20 agentes participam de cada mutirão. “Nós mapeamos os bairros e executamos o trabalho nas áreas mais críticas”, explicou.

Em Salvador, há 1.300 agentes trabalhando no combate às endemias. “O trabalho de rotina continua, mas os mutirões são necessários para conscientizar a população e retirar, ao mesmo tempo, um volume muito grande de lixo e objetos que contribuem para a propagação da doença”, disse a coordenadora.

“A conscientização é muito importante. Eu tinha dois vasos que podiam hospedar o mosquito e não sabia”, disse Ana de Jesus Lima, 34, que mora em Santo Inácio, um dos bairros beneficiados pelo primeiro mutirão. O outro foi o Calabetão.

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