Sobe para 18.423 o número de pessoas afetadas pelas chuvas no Paraná; 20 municípios calculam prejuízos

Do UOL Notícias

Em São Paulo

Subiu para 18.423 o número de pessoas que tiveram algum prejuízo por causa das chuvas que atingiram o norte do Paraná no último fim de semana. Do total, 2.724 estão desalojadas (foram para casas de parentes) e 1.315 seguem desabrigadas (foram para abrigos públicos).

Segundo o subtenente Luiz Claudio Trierweiler, da Defesa Civil do Estado, o número de cidades afetadas pelos temporais também aumentou. Já são 20 os municípios que reportaram algum prejuízo. São elas: Almirante Tamandaré, Arapoti, Araucária, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Doutor Ulisses, Guarapuava, Ibaiti, Ibiporã, Jaguariaíva, Pinhalão, Pinhais, Piraquara, Ponta Grossa, São José da Boa Vista, Sapopema, Sengés e Tomazina.

Todas as cinco mortes já confirmadas pela Defesa Civil foram registradas no município de Sengés, que faz divisa com São Paulo. A cidade, que é a mais afetada de todo o Estado, continua isolada depois que as duas pontes que ligam o município a São José da Boa Vista e a Itararé caíram com a cheia dos rios que passam pelas cidades. A Defesa Civil informou ainda que boa parte das ligações elétricas foi restabelecida, e algumas operadoras de telefone celular voltaram a operar normalmente. Porém, a telefonia fixa ainda não voltou a funcionar até o final da tarde desta segunda-feira (1º)..

O município também está com racionamento de combustível, devido a que com a interdição das estradas não há reabastecimento dos postos da cidade.

Sem água

A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) informou que 40% da cidade de Sengés ainda enfrenta desabastecimento devido à destruição da rede de água, que teve a tubulação arrastada pela força do Rio Jaguaricatu. Como a cidade se encontra isolada por via terrestre, os técnicos da companhia de saneamento dependem de deslocamento aéreo para dar continuidade aos trabalhos. A previsão é de que a obra seja concluída até o fim da tarde de amanhã (2).

Também é crítica a situação na cidade de Tomazina, onde a cheia do Rio das Cinzas, que corta a cidade, prejudica a captação de água. As instalações ficaram totalmente inundadas e, somente no final da manhã de hoje, o nível começou a baixar, o que permitiu o levantamento dos estragos nos equipamentos e instalações elétricas. A Sanepar ainda não tem previsão de quando terá a unidade reconstruída, mas já encaminhou para cidade dois caminhões-pipa para buscar água de outros sistemas nas cidades de Conselheiro Mairinck e Siqueira Campos.

Os municípios de Pinhalão, Arapoti e São José da Boa Vista também enfrentam problemas de abastecimento. Na primeira cidade, a enxurrada arrastou parte da tubulação de água e um bairro continua desabastecido. A previsão é de normalização ainda na tarde desta segunda-feira.

Pelo mesmo motivo, metade da cidade de Arapoti está sem água tratada, mas o sistema também deverá estar restabelecido até hoje. Já em São José da Boa Vista, a estação de tratamento de água está trabalhando somente com 50% da sua capacidade por causa do excesso de turbidez do Rio Pescaria, que deixa o processo de tratamento mais lento.

Já as cidades de Ibaiti e Wenceslau Brás, que tiveram seus sistemas de água bastante prejudicados, voltaram a ser abastecidas normalmente na manhã desta segunda-feira.

O 2º janeiro mais chuvoso
O mês de janeiro foi marcado por chuvas abundantes não só no Estado de São Paulo, mas também em boa parte da região Sul do país. Além da capital paulista, Curitiba também recebeu volumes bem acima da média. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), este foi o segundo janeiro mais chuvoso desde 1931, quando começaram armazenar os dados da cidade.

Este ano a capital paranaense acumulou 436,9mm, perdendo apenas para janeiro de 1995, quando foram registrados 473,8mm. A média da cidade em um mês de janeiro costuma ser de 165mm. Ou seja, em 2010, choveu mais de duas vezes e meia a média histórica de janeiro.

Segundo os meteorologistas da Somar, a primeira semana de fevereiro deve ser de muito calor e com chuvas mais esparsas e menos intensas do que as registradas nos últimos dias. No entanto, a tendência é de que fevereiro também finalize com volume de chuvas de normal a acima da média histórica em todas as regiões paranaenses.

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