Ministério da Justiça oferece R$ 8 milhões contra o crime para cada Estado de fronteira

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O Ministério da Justiça assinou na tarde desta terça-feira (9) uma espécie de pacto em que promete oferecer ajuda orçamentária e suporte técnico para ajudar ações locais contra o crime nos Estados que fazem fronteiras com outras nações.

Participaram da cerimônia representantes do Pará, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondânia, Roraima, Amapá e Amazonas.

Mais um projeto do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), o programa Policiamento Especializado em Fronteiras (Pefron) pretende combater o tráfico de drogas, contrabando de armas e munições, roubo de cargas e veículos, tráfico de pessoas e exploração sexual, entre outros crimes que ocorrem nas fronteiras do país.

Cada estado receberá entre R$ 8 e 9 milhões para instituir o projeto, segundo informações da assessoria de imprensa do órgão. A ideia é que cada região possua pelo menos um batalhão com 46 policiais (civis e militares) treinados pelo Ministério da Justiça. Além disso, eles receberão investimentos para aparelhar os batalhões com tecnologia e viaturas adequadas para a região - pode ser um barco ou um helicóptero, por exemplo.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, ressaltou a importância da articulação institucional entre governos federal e estadual. “A União entra com uma proposta de planejamento, recursos para a organização do trabalho e articula com as autoridades policiais estaduais que terão a oportunidade de utilizar tecnologias para um policiamento mais arrojado. É um sistema de policiamento de implantação gradativa, tecnologia nova, homens treinados para isto e solidariedade entre os entes da União”, explicou o ministro.

Repercussão
Para o governador do Acre, Binho Marques, o Pefron ajudará o estado a fiscalizar a fronteira com outros países. “Dois terços do Acre fazem fronteira com o Peru e a Bolívia, em uma área quase toda de floresta. Pelas fronteiras, ocorrem muitos crimes ambientais, entram drogas e armas. Esta parceria com a União é fundamental para um maior controle destas áreas”, defendeu.

Segundo o governador acreano, esta articulação federativa proporcionada pelo Pronasci é o primeiro passo para a melhoria da segurança pública no Brasil. “Sabemos que a violência em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo é abastecida por armas que entram ilegalmente pelas fronteiras”, disse.

O raciocínio é o mesmo do secretário Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, Ricardo Balestreri. “O crime organizado é sustentado por fuzis 762. Sabemos que estas armas vêm contrabandeadas pelas fronteiras. Sem uma política para a região, estaremos ‘enxugando gelo’”, declarou.

De acordo com o secretário, o Pefron pode ser eficiente como o Pronasci Abigeato, ação lançada ano passado para combater o roubo de gado no Rio Grande do Sul. “Houve uma redução expressiva deste tipo de crime no RS”, garantiu.

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