Fornecimento de água está se normalizando de forma gradual, diz Sabesp

Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • Lalo de Almeida/Folha Imagem - 09.02.2010

    Moradores de Paraisópolis retiram água para consumo em uma bica localizada dentro de um bueiro na rua Viriato Correia. O desabastecimento ocorreu devido ao rompimento de uma adutora

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informou no início da tarde desta quarta-feira (10), que o fornecimento de água na Grande São Paulo já foi restabelecido nas localidades de Butantã, Vila Sônia, Pirajussara, Jardim São Luiz, Campo Belo, Americanópolis, Interlagos, Raposo Tavares, Jardim Campestre e Granja Viana. As regiões ficaram mais de dois dias sem água após o rompimento de uma adutora.

A empresa também afirma que nos bairros do Jaguaré e Bela Vista e nos municípios de Osasco e Itapecerica da Serra – regiões atendidas por outro sistema, mas que tiveram o fornecimento interrompido em virtude da manobra emergencial para atender os bairros mais afetados pelo rompimento da adutora – também tiveram o abastecimento normalizado.

A Sabesp ainda disse que o fornecimento está regularizado para cerca de 90% dos moradores de Morumbi, 80% dos de Taboão da Serra e parte de Embu. “A normalização dessas regiões e do Jardim Ângela, que são locais mais altos e distantes, deve ocorrer ao longo do dia”.

A causa
A Sabesp informou que o rompimento da adutora na zona sul de São Paulo ocorreu devido às fortes rajadas de vento durante a chuva da madrugada de domingo (7). “A chuva danificou os painéis elétricos da estação e provocou uma parada abrupta das motobombas”. A interrupção repentina “criou uma grande onda, que se propagou dentro da tubulação a uma velocidade muito grande e afetou a válvula que faz a descarga da adutora, ocasionando o rompimento”, informou a assessoria de imprensa da Sabesp.

Segundo o empresário Allan Rangel, morador do bairro Jardim Maria Rosa na cidade de Taboão da Serra, por volta das 13h30 já saia um pouco de água pela torneira, porém quase não tinha pressão. “Não posso sequer mandar meus filhos para escola, pois não irão sem banho, claro”, desabafa o morador, que está sem água desde sábado.

Seu bairro está sem água?

Ele também relata que encontrar galões de 20 litros de água não é tarefa fácil. “No comércio local não é fácil achar água para vender e o pior é que tem gente com coragem de cobrar até R$ 40 por cada um.” Rangel aproveita para denunciar que estão sendo cobrados até R$ 4 para que os moradores recorram a uma bica de água localizada no bairro Parque Pinheiros.

Fornecimento normalizado
Já Célia Almeida Pereira, auxiliar de secretaria de uma escola de educação infantil no bairro de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, afirma que o abastecimento está normalizado tanto no colégio quanto em sua casa. Ontem, as aulas foram suspensas devido à falta de água.

O fornecimento também foi restabelecido na casa de Mariza Soares, moradora do bairro do Morumbi. “Moro perto do Palácio do Governo, e na minha rua a água voltou por volta das 22h30 de ontem”, afirma.

Na Vila Sônia, bairro que também ficou sem água desde na manhã de domingo, a situação em algumas residências também está normal. A moradora Adriana Colonese confirma que a água voltou e que o filho, que ontem não teve aula devido ao desabastecimento, hoje já voltou à escola.

Cerca de 750 mil moradores das regiões sul e oeste da capital, além das cidades de Embu e Taboão da Serra, na Grande São Paulo, chegaram a ficar sem água por mais de 48 horas.

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