Instituto do Ambiente apura denúncias de uso de rotas proibidas no Santos Dumont

Flávia Villela
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão executivo da Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (SEA), intensificou nesta manhã (10) as vistorias dos voos no aeroporto doméstico Santos Dumont, no centro da capital, após receber mais de 150 reclamações em menos de uma semana sobre o barulho de aviões em rotas proibidas.

O presidente do Inea, Luiz Firmino, informou que uma equipe ficará de plantão na torre de controle, pelo menos até o Carnaval, para garantir o cumprimento do acordo firmado entre a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Departamento do Controle do Espaço Aéreo (Decea), e a SEA. O documento determina que o número máximo de pousos e decolagens, por hora, não passe de 23 e que ocorra das 6h às 23h. O acordo também prevê que o uso da chamada rota 2 de pouso ocorra exclusivamente quando as condições atmosféricas afetem a segurança.

“Muita gente ligou reclamando que os aviões estão passando pelos bairros de Botafogo e Laranjeiras, que estão dentro da rota 2. Por isso, a equipe está fazendo um registro de todos os voos, qual sentido estão utilizando e as condições meteorológicas.”

Firmino explicou que, enquanto os estudos sobre ruídos não forem concluídos para saber se haverá ou não licença definitiva para novas rotas e horários, as empresas estão sujeitas a sanções caso não respeitem o acordo, como aplicação de multas.

“Já aplicamos, no passado, multa de cerca de R$ 1 milhão. O valor vai depender do Conselho Diretor se ficar constatado que houve desrespeito ao acordo.”

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