Lentidão na Régis sentido Curitiba soma 35 km; ANTT diz que ponto do deslizamento não era crítico

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Imagens do trecho bloqueado

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    Interdição é no km 552 da Régis, no sentido Curitiba, na região de Barra do Turvo, em SP

Atualizada às 23h

A rodovia Régis Bittencourt (BR116), principal ligação entre São Paulo e o Sul do Brasil, já está interditada por mais de 32 horas no sentido Curitiba.

O bloqueio é no km 552, na região do município paulista de Barra do Turvo (322 km da capital), onde houve um deslizamento de terra às 13h30 de ontem.

A lentidão chegou a alcançar o auge de 43 km no começo da manhã desta quarta-feira (10), mas às 22h40, o congestionamento somava 35 km para quem segue ao Sul e em 7 km para os que rumam ao Norte.

As faixas no sentido São Paulo estão sendo usadas para o tráfego nas duas direções. O desvio está sendo feito pela contramão entre os km 544 e km 556.

Segundo a Autopista Régis Bittencourt, concessionária que administra a via federal, não há estimativa de liberação da via e há inúmeros inconvenientes sendo registrados pelos agentes que estão no local.

Há, por exemplo, um grande número de carros quebrados ou sem gasolina. Além disso, muitos dos caminhões que aguardam o restabelecimento das operações rodoviárias tiveram seus motores travados por sistemas de segurança via satélite, já que o estacionamento em um ponto fixo é uma atitude suspeita nesse tipo de monitoramento. Esses entraves estão atrapalhando a melhoria do fluxo - por isso, há a recomendação para que se adiem as viagens para a região.

Histórico
Como explicou a empresa, na segunda-feira (8), um deslizamento de menores proporções já havia sido registrado no local. Na ocasião, o acostamento ficou tomado por terra e foi sinalizado. Pelas alegações da Autopista Régis Bittencourt, a forte chuva impossibilitou intervenções preventivas para o novo acidente.

Segundo a assessoria técnica da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), órgão que regula as concessões em rodovias federais, o ponto em que houve o problema não estava entre os trechos considerados críticos, dentro do mapeamento dos sistemas de contenção de encostas.

No total, são 6 caminhões e 4 retroescavadeiras trabalhando para tirar a barreira da pista e possibilitar a passagem da fila de veículos.

A Autopista Régis Bittencourt, uma das nove concessionárias do grupo espanhol OHL, é a responsável, desde 2008, pelos 401,6 quilômetros da rodovia Régis. A concessão para administrar e conservar a Régis Bittencourt por 25 anos foi obtida em leilão realizado em 9 de outubro de 2007, no qual a proposta do grupo OHL Brasil foi a vencedora entre as 13 apresentadas ao governo federal. O contrato foi assinado em 14 de fevereiro de 2008 e prevê investimentos de R$ 3,8 bilhão durante sua vigência de 25 anos.

Em termos de movimentação de cargas e passageiros, os volumes de tráfego são mais altos nas proximidades das grandes cidades, apresentando perto de São Paulo tráfego médio diário superior a 20 mil veículos. O tráfego atual é composto por um expressivo volume de ônibus e caminhões, que representam cerca de 70% do movimento total da rodovia.

O contrato de concessão da rodovia Régis Bittencourt prevê investimentos de R$ 3,8 bilhões em obras e recursos operacionais. Até dezembro de 2008, já foram investidos R$ 205 milhões na Rodovia. De acordo com o contrato, os seis primeiros meses foram dedicados aos chamados trabalhos iniciais, que incluíram melhoria da pavimentação das pistas, sinalização vertical (placas, indicadores, etc.), sinalização horizontal (pintura de faixas de rolamento), iluminação e dispositivos de segurança, entre outros.

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