Demora nas obras atrasa recuperação da Rio-Santos

Cristiane Ribeiro
Enviada especial da Agência Brasil
Em Angra dos Reis (RJ)

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) garantiu que mantém homens e máquinas trabalhando na rodovia Rio-Santos (BR 101) para evitar novos deslizamentos de terra e pedra como os que ocorreram na virada de 2009 para 2010, principalmente no trecho de Angra dos Reis e Paraty, no sul do Estado do Rio de Janeiro.

No entanto, quem passa pela rodovia pode constatar que há homens trabalhando apenas em dois dos quase 30 pontos da mata onde a terra cedeu com a força da chuva. O acesso a Angra pela rodovia será muito lento com o aumento do tráfego esperado para o Carnaval.

Os dois canteiros de obras estão montados nos quilômetros 476, onde as pedras e a terra chegaram a passar para o outro lado da pista, prejudicando a passagem de veículos, e 477, na entrada da cidade, onde a queda de uma barreira abriu um buraco na pista e, depois de mais de um mês, o tráfego continua no esquema “pare e siga”, provocando engarrafamentos de até 45 minutos.

O superintendente do Dnit no Rio de Janeiro, Marcelo Cotrin, reconheceu que o trabalho é demorado, porque, antes da remoção das pedras e da terra, é necessário fazer estudos de topografia e sondagem na região afetada. Ele enfatizou, no entanto, que o dinheiro necessário para as obras, está liberado.

“Temos uma dotação orçamentária para obras de emergência de R$ 45 milhões e esta verba é automaticamente liberada nestas situações. Porém, é preciso um estudo detalhado antes de iniciar as obras de fato. Nossos engenheiros e técnicos já concluíram esta primeira fase e agora estão trabalhando nos pontos mais danificados”.

Cotrin explicou, ainda, que no Km 477, o Dnit está fazendo um muro de concreto embaixo da estrada e que o trabalho deve durar mais 90 dias, quando então a estrada poderá ser totalmente liberada ao tráfego. Segundo ele, no Km 476 os homens estão trabalhando na encosta, além de remover as pedras que ainda estão no acostamento da estrada.

Nos outros pontos onde houve deslizamento, as máquinas do Dnit apenas desobstruíram a estrada, empurrando o entulho para o acostamento. Há crateras de grande, médio e pequeno portes. Nas maiores, pode-se ver que a força da água arrancou árvores centenárias e desprendeu enormes pedras.

Sem querer se identificar, um motorista da Viação Costa Verde, que faz diariamente o trajeto Rio-Angra, demonstrou preocupação com a situação da estrada. “Eles [Dnit] só empurraram a terra e as pedras para o acostamento. Se chover de novo isso tudo vai descer para a pista e quem estiver passando na hora vai sofrer. Só tem homens trabalhando na entrada de Angra e um quilômetro antes [476]. Assim mesmo, eles trabalham muito devagar”.

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