Rodovia Régis Bittencourt é parcialmente liberada após 2 dias de interdição

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Imagens do trecho bloqueado

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    Interdição é no km 552 da Régis, no sentido Curitiba, na região de Barra do Turvo, em SP

Atualizada às 21h30 

A rodovia Régis Bittencourt, que liga as cidade de São Paulo e Curitiba, foi parcialmente liberada na altura do km 552 (Barra do Turvo), sentido Curitiba, no final da tarde desta quinta-feira (11).
 
Segundo informações da concessionária Autopista Régis Bittencourt, houve liberação de uma das três faixas do local às 17h. O trecho estava interditado desde terça-feira (9) por conta de um deslizamento de terra. As obras de limpeza das faixas restantes continuam nos próximos dias, mas sem previsão de liberação total da rodovia.

Por volta das 20h50 eram 18 km de lentidão no sentido Curitiba e 12 km de filas no sentido contrário.

Durante o período de interdição total, o tráfego estava sendo desviado pela pista sentido São Paulo, que operava em meia pista por 13 quilômetros, com uma faixa trafegando para cada sentido, entre o km 543 e km 556, ainda de acordo com informações da concessionária. O desvio foi desfeito e, agora, o tráfego no sentido Curitiba flui somente pela pista sul. 

A concessionária recomenda que as viagens para a região sejam adiadas. Caso isso não seja possível, há opções de caminhos mais longos. Pela SP-250, o tempo de viagem é de aproximadamente 7 horas em condições normais, mas a via apresenta duas interdições por erosão - uma na pista sul, no quilômetro 307, altura de Apiaí, e outra no quilômetro 351, em Ribeira, onde há um solapamento. 

Já pela rodovia Castello Branco, seguindo até Ourinhos pelas estradas PR-092, PR-151 e BR 376, o tempo de viagem é de 10h30, sem considerar o fluxo de veículos que aumenta às vésperas do feriado de Carnaval.

Também é possível chegar a Ourinhos pela rodovia Raposo Tavares e prosseguir no Paraná pelas estradas citadas, um caminho que deve levar cerca de 11h30 sem trânsito.

O local da interdição

Histórico
Como explicou a empresa, na segunda-feira (8), um deslizamento de menores proporções já havia sido registrado no local. Na ocasião, o acostamento ficou tomado por terra e foi sinalizado. Pelas alegações da Autopista, a forte chuva impossibilitou intervenções preventivas para o novo acidente.

Segundo a assessoria técnica da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), órgão que regula as concessões em rodovias federais, o ponto em que houve o problema não estava entre os trechos considerados críticos, dentro do mapeamento dos sistemas de contenção de encostas.

A Autopista Régis Bittencourt, uma das nove concessionárias do grupo espanhol OHL, é a responsável, desde 2008, pelos 401,6 quilômetros da rodovia Régis. A concessão para administrar e conservar a Régis Bittencourt por 25 anos foi obtida em leilão realizado em 9 de outubro de 2007, no qual a proposta do grupo OHL Brasil foi a vencedora entre as 13 apresentadas ao governo federal. O contrato foi assinado em 14 de fevereiro de 2008 e prevê investimentos de R$ 3,8 bilhão durante sua vigência de 25 anos.

Em termos de movimentação de cargas e passageiros, os volumes de tráfego são mais altos nas proximidades das grandes cidades, apresentando perto de São Paulo tráfego médio diário superior a 20 mil veículos. O tráfego atual é composto por um expressivo volume de ônibus e caminhões, que representam cerca de 70% do movimento total da rodovia.

O contrato de concessão da rodovia Régis Bittencourt prevê investimentos de R$ 3,8 bilhões em obras e recursos operacionais. Até dezembro de 2008, já foram investidos R$ 205 milhões na Rodovia. De acordo com o contrato, os seis primeiros meses foram dedicados aos chamados trabalhos iniciais, que incluíram melhoria da pavimentação das pistas, sinalização vertical (placas, indicadores, etc.), sinalização horizontal (pintura de faixas de rolamento), iluminação e dispositivos de segurança, entre outros.

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