Farmácias de Curitiba ganham 30 dias para se adequar a regras sobre venda de medicamentos

Lúcia Nórcio
Da Agência Brasil
Em Curitiba

As cerca de 5 mil farmácias de Curitiba têm 30 dias, contados a partir de hoje (18), para se adequar às novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que instituem as chamadas Boas Práticas Farmacêuticas.

As novas regras integram resolução que entra em vigor hoje em todo país. A prorrogação em Curitiba resultou de duas audiências públicas realizadas no início deste mês com a participação de representantes das farmácias e da Vigilância Sanitária Municipal. Até o fim do prazo, as farmácias serão orientadas sobre as novas normas.

O Conselho Regional de Farmácias do Paraná (CRF- PR) garante que vai cumprir rigorosamente a determinação da Anvisa. Para a presidente do conselho, a médica Marisol Dominguez Muro, medidas como colocar medicamentos fora do alcance dos consumidores garantem que o ambiente farmacêutico seja realmente um estabelecimento de saúde.

“Por esse motivo apoiamos toda ação que vem ao encontro dos anseios da profissão”, disse. “O Paraná entende que a farmácia é um estabelecimento de saúde e a Anvisa veio melhorar ainda mais esse conceito”, acrescentou.

Segundo ela, no estado, o comércio em farmácias já é diferenciado. “Uma resolução estadual de 1996 já institui a separação dos medicamentos, que aqui não ficam em gôndolas, ao alcance da população. Nem mesmo os fitoterápicos ou chás medicinas são permitidos.”

Na avaliação do conselho, a venda de produtos como chocolates nas farmácias também fere os princípios do setor. Segundo ele, em março vencem as licenças para o comércio desses produtos. “O conselho não emitirá a renovação automática”, afirmou o vice-presidente da entidade, Dennis Bertolini.

Já o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado do Paraná (Sindifarma), Edenir Zandoná, entende que, pelo fato de o comércio de conveniência ser devidamente separado, produtos embalados como chocolates, bolachas e sorvetes poderiam continuar sendo vendidos nesses estabelecimentos.

“Esse tipo de venda, realizado há 14 anos nas farmácias paranaenses, é responsável, em alguns estabelecimentos, por até 30% do faturamento. A medida pode acarretar prejuízos econômicos e demissões no setor”, disse.

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