Justiça decreta prisão preventiva de quatro PMs acusados de homicídio no RJ

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizada às 18h30

A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro confirmou na tarde desta sexta-feira (19) que a Justiça decretou a prisão preventiva de quatro homens da corporação que teriam sequestrado e matado um jovem nas proximidades da Vila Cruzeiro na quarta-feira (17).

Segundo a nota da PM, "as denúncias contra a conduta dos quatro policiais militares do 16º BPM (Olaria) causam indignação". Segundo o texto dvulgado, "a Corporação está colaborando com as investigações da Delegacia de Homicídios para a elucidação do fato" e os policiais já foram indentificados e "presos administrativamente à disposição do Corregedor".

A nota não traz mais informações sobre o episódio - e a assessoria de imprensa da PM informou que não irá fornecer dados complementares. A reportagem tentou obter mais detalhes do caso com a Polícia Civil, mas não teve êxito.

O crime
Segundo informações do jornal "O Dia", o trabalho de investigação tem como base a descrição de um sobrevivente. Essa pessoa relata que estava com  o primo, Marcílio de Souza Silva, 24 anos, em uma motocicleta, próximo à Vila Cruzeiro, quando PMs os abordaram. Moradores da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na zona oeste, os rapazes teriam sido levados na viatura até um posto desativado da polícia, em Lucas, segundo o periódico.

Após pegar dinheiro, celulares e documentos roubados pelos policiais, Marcílio e o primo teriam recebido ordem de entrar na favela. Ao verem os dois rapazes, traficantes locais abriram fogo. Apavorados, os jovens teriam voltado correndo e sido cercados de novo pelos PMs. Marcílio acabou capturado, enquanto o primo conseguiu escapar. Ele contou que pulou um muro da SuperVia e ficou escondido no mato por três horas, segundo a reportagem do jornal "O Dia".

O rapaz teria caminhado pelos trilhos até Duque de Caxias, Baixada Fluminense, onde pediu ajuda a um vigilante e foi resgatado pelo tio. O corpo de Marcílio foi encontrado pela manhã, na Rua Guarupá em frente ao número 271, na Penha, com as mãos amarradas e vários tiros. Quando registrava o desaparecimento na 22ª DP (Penha), a família recebeu notícia do encontro do corpo e fez o reconhecimento. A moto em que os jovens estavam continua desaparecida.

A mulher de Marcílio, com quem ele tinha um filho de dois anos, contou que o jovem trabalhava como caixa em uma farmácia, no Recreio dos Bandeirantes, e estava de licença médica para tratar diabete, também segundo as informações do jornal "O Dia".

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