Apostadores querem bloquear prêmio de R$ 53 milhões da Mega-Sena

Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre

O advogado Marcelo Luciano da Rocha, representante de 16 apostadores que reclamam o prêmio do sorteio 1.155 da Mega-Sena, disse que vai pedir o bloqueio dos R$ 53 milhões sorteados no sábado (20) na Justiça Federal.

Os apostadores compraram um bolão numa lotérica de Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto Alegre, em que as seis dezenas sorteadas estavam marcadas. A Caixa Econômica Federal (CEF), entretanto, não registrou a aposta.

  • Miro de Souza/AE

    Grupo de moradores de Novo Hamburgo (RS), na região metropolitana de Porto Alegre, acertou as seis dezenas da Mega-Sena, mas não recebeu os R$ 53 milhões. Eles compraram cotas de um bolão oferecido pela agência lotérica Esquina da Sorte, mas o jogo não foi lançado no sistema de controle da Caixa Econômica Federal. A casa está sendo investigada por estelionato

A intenção do advogado é cancelar o sorteio da extração 1.156 da Mega-Sena, que será sorteado nesta quarta-feira (24). Segundo ele, a CEF tem responsabilidade sobre as apostas porque é concessionária das lotéricas. “O bolão é uma prática comum, ainda que informal. Não dá simplesmente pra dizer que a aposta não foi feita e encerrar o assunto”, criticou Rocha.

A hipótese do advogado é de que a aposta não foi feita pela lotérica Esquina da Sorte, localizada no centro da cidade. Nesse caso, a jurisprudência seria favorável aos apostadores porque a lotérica é oficialmente uma concessionária da CEF. “Não creio na hipótese de erro humano”, disse, questionando a suposição do proprietário do estabelecimento.

Na liminar, o advogado vai solicitar a suspensão do próximo sorteio e a divisão do prêmio da extração 1.155 entre os apostadores do bolão. Pelo menos 21 pessoas compraram o produto, oferecido pela loteria a R$ 11 a cota. No total, foram oferecidas 40 cotas, divididas em 15 apostas diferentes.

Antes de ingressar com pedido de liminar na Justiça Federal, Rocha vai notificar a CEF e solicitar um pedido de investigação interna. Segundo ele, o procedimento é uma formalidade para embasar o embargo do próximo sorteio da mega sena. A ação será movida na Justiça Federal de Novo Hamburgo.

Além da liminar, o advogado dos apostadores vai ingressar também com uma ação por danos morais contra a lotérica Esquina da Sorte e contra a Caixa. “Meus clientes têm as provas de que apostaram as dezenas sorteadas. Eles tiveram a ilusão de que haviam ganhado”, justificou Rocha.

Na segunda-feira (22), a Caixa determinou a suspensão das atividades da agência por tempo indeterminado. Além disso, concedeu prazo de cinco dias úteis para que a lotérica apresente documentos de defesa.

Segundo o gerente da agência, Éderson da Silva, a aposta original está guardada num cofre da empresa. O documento ainda não foi apresentado pelo proprietário da lotérica, José Paulo Abend.

O advogado da lotérica, Marcelo de la Torre Dias, disse nesta terça-feira que está trabalhando com a hipótese de erro da gráfica em relação aos comprovantes distribuídos aos apostadores. Segundo ele, os números vendidos no bolão podem ter sido trocados na hora da impressão. “Foi uma fatalidade. A agência tem um longo histórico de idoneidade com a Caixa”, disse.

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