Burocracia emperra programa aeroespacial, diz diretor da Alcântara Cyclone Space

Da Agência Senado

A falta de compreensão dos órgãos da administração pública e a burocracia são os principais obstáculos ao desenvolvimento do programa aeroespacial brasileiro. A afirmação é do diretor-geral brasileiro da empresa Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral, em audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (24) na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT)

Para o especialista, é o próprio Estado brasileiro que impõe limitações aos programas estratégicos do país, como o aeroespacial.

- Nosso esforço diário não é para construir o centro de lançamento dedicado ao Cyclone 4. Nosso esforço diário, repetitivo e permanente é para enfrentar os óbices da burocracia, da incompreensão dos próprios organismos estatais que emperram as iniciativas. Estamos desde 2007 tentando atender as exigências que nos são impostas, como se fôssemos um Estado esquizofrênico, que quer e ao mesmo tempo não deseja [implantar o projeto aeroespacial].

A ACS é uma empresa pública binacional de capital brasileiro e ucraniano, criada para explorar o mercado de lançamento de satélites. A empresa opera no Centro de Lançamento de Alcântara e utiliza tecnologia russo-ucraniana do foguete Tsyklon.

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