Situação de brasileiros que vivem na fronteira com a Bolívia preocupa governo

Renata Giraldi
Da Agência Brasil
Em Brasília

A história das cerca de 550 famílias que moram na fronteira entre o Acre (Brasil) e Pando (Bolívia) reúne uma série de aspectos singulares. A maioria dos brasileiros que vive na região fronteiriça tem vínculos afetivos com a Bolívia, como mulheres e filhos bolivianos. Por essa razão, o governo do Brasil trata o assentamento dessas pessoas com atenção redobrada.

De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hachbart, é necessário tratar o apoio aos brasileiros que vivem do lado boliviano com o máximo de cuidado. “É uma situação muito própria e o vínculo afetivo faz com que tudo seja delicado.”.

De um modo geral, os brasileiros agricultores trabalham na produção de castanhas e mandioca, além do extrativismo de borracha e da fabricação de farinha. Em setembro de 2009, um grupo de parlamentares brasileiros foi à região para buscar um acordo com o governo boliviano para garantir que os agricultores não sofreriam ameaças nem prejuízos.

No ano passado, o governo brasileiro anistiou cerca de 43 mil estrangeiros ilegais que viviam no Brasil. Os bolivianos foram os que mais aderiram ao programa de legalização: cerca de 17 mil. O balanço foi divulgado em janeiro pelo Ministério da Justiça. Foi a terceira anistia concedida pelo governo brasileiro - a primeira ocorreu em 1968 e a segunda, em 1988 – e a que registrou maior número de adesões.

Os bolivianos fazem parte de um grupo de aproximadamente 1 milhão de estrangeiros de várias nacionalidades que vivem regularmente no Brasil. Na sua maioria são portugueses, japoneses, italianos, espanhóis, argentinos, alemães, uruguaios, americanos, chineses, coreanos, franceses, libaneses e peruanos. No exterior, há cerca de 4 milhões de brasileiros.

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