PM prende três suspeitos de atear fogo em ônibus no Rio; seis passageiros continuam internados

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Ataque a micro-ônibus deixa 13 pessoas feridas no Rio de Janeiro na noite de terça

A Polícia Militar (PM) prendeu na manhã desta quarta-feira (3) três suspeitos de envolvimento no ataque a um micro-ônibus na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro. Os três são parentes do traficante Leandro de Oliveira da Silva, que foi preso ontem com 75 trouxinhas de cocaína e teria desencadeado a ação. A irmã, o primo e o pai de Leandro estão prestando depoimento na delegacia da Taquara (32ª).

O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), que ocupava a região desde o começo da manhã com cerca de 20 homens, já deixou o local, segundo o capitão Ivan Blaz, porta-voz de PM. Outros 80 policiais militares do 18º Batalhão de Polícia (Jacarepaguá) e da unidade pacificadora continuam no local. 

Na noite de ontem, um ônibus foi incendiado com cerca de 25 passageiros dentro. Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas durante a ação. A maioria dos feridos apresentava queimaduras pelo corpo. Uma das passageiras, para escapar das chamas, pulou do ônibus pela janela e teve fratura no maxilar.

Discussão entre passageiros de ônibus termina com um morto no Rio

Um homem foi morto com um tiro após se recusar a fechar a janela de um ônibus na manhã de terça-feira (2) na praça das Nações Unidas, em Botafogo, na zona sul do Rio. Testemunhas disseram à polícia que o ajudante de cozinha Reginaldo Pereira dos Santos, 45, não teria atendido ao pedido de um passageiro que viajava em pé e alegou que estava com frio.


As vítimas foram atendidas no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e cinco dos passageiros receberam curativos e já tiveram alta --Luciana Fernandes da Silva (9% do corpo queimado), Anne Andrade (11% do corpo queimado), Ronaldo Luiz Costa Ferreira (9% do corpo queimado), Gabriel Lima de Andrade, 20, e uma mulher que não foi identificada.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, outros seis pacientes continuam internados. Eles foram transferidos para outros hospitais.

No Hospital Central da Polícia Militar estão  Rosângela dos Santos Silva, 44, moradora de Coelho da Rocha, no subúrbio do Rio; e Cristiane da Silva Maciel, 26, moradora da Taquara. Ambas estão com 20% do corpo queimado, mas o estado delas não é considerado grave.

No Hospital do Andaraí está Antônio Carlos Godoy, morador da Vila da Penha. 

No Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Souza Aguiar estão Paula Núbia Rodrigues Silva, 23, moradora da Praça Seca, que teve 25% do corpo queimado; e Laís de Melo Rodrigues, 20, moradora de Taquara, que teve 48% do corpo queimado. As duas estão em estado grave.

No Hospital Lourenço Jorge continua internada Nara Martins, 27, que teve 27% do corpo queimado --mãos e pés, principalmente. Ela está lúcida e em estado estável.

Ana Sheila de Souza foi transferida para um hospital particular.

O ataque
Segundo a PM, o ataque ao veículo, que faz a linha 701 (Madureira - Alvorada), aconteceu por volta de 21h30 quando ele passava pela estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes.

De acordo com o motorista do ônibus, Ronaldo Borges, o coletivo foi cercado por um grupo de cerca de 20 pessoas. Os criminosos invadiram o veículo sem dar tempo para que os passageiros pudessem descer. Eles atearam fogo no ônibus com ajuda de um coquetel molotov e fugiram na sequência.

"Consegui sair rapidamente e voltei para ajudar alguns passageiros, peguei um casaco e enfrentei o fogo", afirmou Edson Cerqueira.

Para a polícia, o ataque ao microônibus foi uma represália à prisão de Leonardo de Oliveira Silva. "É um tipo de terrorismo, uma ação repudiável e covarde e a Polícia Militar não vai sossegar enquanto não prender os marginais", disse a jornalistas o relações públicas da Polícia Militar, tenente-coronel Lima Castro.

"Vamos procurar essa gente e não vamos sossegar enquanto não prendermos os responsáveis por essa ação terrorista", disse o tenente coronel responsável pela UPP da Cidade de Deus, Sidinei Pazini.

Devido ao ataque, a estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes foi interditada pela Polícia Militar durante toda a madrugada e as empresas de ônibus que circulam pela região paralisaram a circulação dos coletivos na Cidade de Deus. As vias já foram liberadas. O clima é considerado tenso na região.

A Cidade de Deus é uma das regiões que receberam uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O ataque ocorre cerca de um ano depois da instalação do quartel militar que tenta diminuir a violência na região.

* Com informações da Agência Brasil
 

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