Cruzeiros de março levam mais turistas para o Rio do que o Carnaval

Luiz Augusto Gollo
Da Agência Brasil

No Rio de Janeiro

Ainda no embalo do Carnaval que atraiu cerca de 700 mil turistas à cidade, o Porto do Rio de Janeiro se prepara para receber 14 navios de cruzeiro de mais de 60 roteiros no litoral brasileiro. De acordo com a Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar), em torno de 900 mil passageiros terão passado pela cidade até o final da estação, em maio.

A associação confirma a venda de 90% das cabines até o momento, ou acomodações suficientes para 760 mil turistas, o que representa 40% a mais do que na última temporada, quando 540 mil passaram pelo porto carioca.

O turista estrangeiro embarcado em cruzeiros costuma gastar em média US$ 300 dólares por dia, bem mais do que o correspondente nacional ou mesmo quem chega à cidade de avião, de acordo com os dados da associação.

Uma novidade desta temporada são os cruzeiros temáticos, destinados a públicos específicos, como o Movida Latina, com aulas e shows de salsa, samba e zouk. No mesmo estilo, Baila Comigo é o tema do cruzeiro para quem quer aprender todos os ritmos de dança de salão.

Anos Dourados, por sua vez, será o cruzeiro com trilha sonora dos anos 50 e 60, Humor, com comédias, stand-up e imitações, e finalmente Dolce Vita, para quem curte yoga, reiki ou prefere só de aproveitar a viagem em sossego, como sugere o nome.

O presidente da Abremar, Ricardo Amaral, comemora o aumento do turismo em cruzeiros marítimos e ressalta que não só o porto, mas também a cidade do Rio de Janeiro, têm de estar preparados para receber mais turistas.

“O Brasil é o sexto maior mercado mundial de turismo de cruzeiro e até abril esperamos receber US$ 400 milhões. Mas é preciso estar atento para problemas de tributação, operação portuária e infraestrutura da cidade”, disse Amaral.

O subsecretário de Turismo do Rio de Janeiro, Pedro Guimarães, também está confiante. “Os cruzeiros marítimos são uma atividade de enorme geração de emprego e renda. O navio funciona como ‘degustador’ do destino que visita e incentiva o consumo de produtos locais”.

O público dos navios, na opinião de Guimarães, geralmente tem bom poder aquisitivo. “Consome férias e lazer em curto espaço de tempo e gera benefícios para as cidades. Além disso, os cruzeiros são integradores de modelos de transportes, pois fomentam a indústria aeroportuária e hoteleira”.

O diretor do consórcio Píer Mauá, que administra o porto do Rio, engenheiro Geraldo Gayoso, concorda com o subsecretário e ressalta a importância de obras para melhorar a infraestrutura, como a dragagem feita, em caráter de urgência para o transatlântico Queen Mary atracar na cidade há dois anos.

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