Polícia busca prima de Eloá desaparecida em Maceió; família denuncia "cárcere privado" e teme nova tragédia

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias

Em Maceió

A Polícia Civil de Alagoas investiga o desaparecimento da adolescente J.T.S., de 15 anos, ocorrido há 12 dias em Maceió (AL). Prima da jovem Eloá Pimentel, morta pelo ex-namorado Lindemberg Alves em outubro de 2008, durante o mais longo caso de cárcere privado do país, ela teria sido raptada da casa onde mora com a avó na periferia da capital alagoana.

A família da jovem, J.T.S. afirma que ela está sendo mantida sob cárcere privado por uma ex-namorada da mãe dela, Andréa Karine Rocha, 30. Uma amiga da família teria visto a adolescente, no último sábado (27), numa casa supostamente alugada por Valnice Carvalho de Holanda, 29, acusada de manter a jovem escondida.

Sem informar detalhes das operações, a Polícia Civil confirmou nesta quinta-feira (4) o início das buscas pela adolescente e informou que, inicialmente, trata o caso como desaparecimento. “Uma das suspeitas é de cárcere privado, como informa a família. Mas ela pode ter ido por livre vontade ou estar em outro lugar. Tudo está sendo investigado e as equipes estão nas ruas”, afirmou a assessoria de comunicação.

A hipótese de sequestro ainda está descartada pela polícia, já que – até o momento – não houve pedido de resgate ou qualquer contato com a família da adolescente.

Nesta quarta-feira (3), após receber a denúncia, a Polícia Militar foi acompanhada da família da jovem até a casa apontada, mas a residência estava vazia. Testemunhas teriam confirmado ter visto uma jovem no local, mas informaram que a residência estava abandonada desde a última terça-feira (2). Policiais ainda foram até uma chácara da família da acusada, mas não encontraram a adolescente.

Segundo a mãe da adolescente, que confirma uma relação estável de seis anos com a acusada, o motivo do cárcere privado da filha seria o fim do relacionamento das duas. “Minha filha está sendo mantida em um cubículo, dormindo no chão e sem comida. Ela é a uma menina caseira, que tem pouco contato com as pessoas, jamais sairia escondido”, afirmou ela, que é irmã de Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá.

Andréa ainda disse temer que a tragédia ocorrida em Santo André se repita com sua filha e pediu reforço policial nas buscas. “Toda desgraça só acontece com a nossa família. Estou com muito medo que o pior aconteça”, disse.

A tia da adolescente, Janaína Tenório, afirmou ao UOL Notícias que a adolescente não mantinha contato direto com a acusada, já que moravam em casas diferentes. “Elas não se falavam, havia uma distância. Agora está todo mundo muito apreensivo com a história, já que a Vanice ‘deu fim’ à menina, e ela não está mais na casa onde foi vista por nossa amiga”, contou.

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